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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Emily Lima:“Vou lutar pela profissionalização do futebol feminino”

O ano de 2017 marcará a primeira temporada completa de uma mulher no comando da seleção brasileira de futebol feminino. Trata-se de Emily Lima, anunciada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no início de novembro. Após cinco anos nessa função por outros clubes e seleções de base, a técnica tem planos bem definidos para iniciar seu trabalho a partir de janeiro e com ambiciosa pretensão de provocar mudanças relevantes na modalidade. "Mais importante que os resultados vai ser o legado depois do meu ciclo. Vamos trabalhar para a evolução do esporte e para que haja mais mercado para o futebol feminino no Brasil", afirma ela ao EL PAÍS.

A busca por títulos, como o Torneio Internacional - o primeiro conquistado com Emily no comando, neste mês de dezembro, em Manaus -, fica em segundo plano quando a treinadora fala de suas principais missões para o futebol feminino no Brasil. Uma delas é a forma como trabalhará com a renovação da equipe: "Quero utilizar jogadoras como Marta, Cristiane, Bárbara e Formiga durante toda a minha passagem (na seleção), e vou introduzir as mais jovens para fazer a renovação, como é o caso da Gabi Nunes, que era do sub-20. Essa renovação será gradativa, e até para facilitar a transição as mais experientes serão importantes". A treinadora promete buscar incansavelmente a profissionalização da modalidade no Brasil: "(A profissionalização) é muito importante, e seria um salto tremendo para o futebol feminino brasileiro. Não vamos cansar de tentar. Imagino que teremos algumas (respostas) negativas, mas a gente vai bater nessa tecla até as coisas acontecerem", garantiu.

Foto: CBF
Vice-campeã da Copa do Brasil feminina pelo São José no último mês de outubro, ela assumiu a seleção brasileira após a saída de Vadão, que esteve no comando da equipe por dois anos, dentre eles durante a Olimpíada do Rio, na qual o Brasil encerrou no quarto lugar da modalidade. Apesar do resultado aquém das expectativas, ela pretende aproveitar o que foi feito pelo treinador anterior. "(O trabalho) foi bom dentro do que ele acreditava. Temos que utilizar tudo o que foi aprendido nesse período e aliar à nossa proposta. Não dá para descartar". A partir de janeiro, ela conversará com treinadoras e treinadores de clubes brasileiros para trocar ideias, e também com os dirigentes da CBF, sobre a possibilidade de volta da seleção permanente, que consiste num grupo pré-definido de jogadoras para atuarem e se preparem juntas da comissão técnica, de maneira a impulsionar o entrosamento entre as atletas.

Formada recentemente no curso da Licença B (para treinadores de base) da CBF, Emily se prepara para o curso da Licença A (para o futebol profissional), o qual fará em julho do ano que vem. Há também, entre os cursos da entidade para treinadores, a Licença C e a Licença Pro - a mais avançada das formações do órgão nacional, para "Excelência no Futebol". A técnica crê que "estes cursos são muito importantes para todos que quiserem ingressar no futebol" e reconhece uma evolução considerável em seu trabalho, que alcançou um novo patamar com o convite para comandar a seleção. A responsabilidade de ser a primeira mulher no cargo em que ocupa, segundo ela, é enorme. "Se der certo, vão exaltar e dizer que foi uma ótima escolha. Se der errado, vai abrir espaço para comentários como 'Eu disse que era uma mulher e que isso não era boa ideia'. Independentemente de qualquer resultado, faremos o nosso melhor".

O texto completo você lê aqui

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os campeões do futebol feminino no Brasil em 2016

Com todas as dificuldades, mesmo com a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil, o calendário do Futebol Feminino no Brasil em 2016 foi encerrado nesta sexta-feira, dia 23, com o Botafogo conquistando o Campeonato Paraibano. Com isso, apesar de não ser tão fácil conseguir informações das competições em alguns estados, O Curioso do Futebol, contando com as grandes ajudas de Felipe Augusto, do Série Z, de Rafael Alves, do Planeta Futebol Feminino, e Lu Castro, do Futebol para Meninas, fez o levantamento dos campeões no Brasil.

Mas antes de falar de cada campeão, vamos tocar num assunto triste. Muitas federações estaduais não organizaram campeonatos. Alguns lugares tiveram competições paralelas, como Piauí, com a Copa Batom, e Roraima, com o Torneio Municipal de Boa Vista. Outros, como Rondônia e Tocantins realizaram apenas uma seletiva rápida para indicar uma equipe para a Copa do Brasil, o que vai acabar em 2017, já que não haverá a competição mata mata nacional.

Porém, o pior ficou para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Goiás (que tem uma equipe com bom trabalho na base, o Aliança) e até Paraná, que tem o forte Foz Cataratas: não houve campeonatos nestes lugares.

Porém, teremos futebol logo no início do ano. No Baiano, que tem um calendário diferente das demais competições pelo Brasil, a bola já está rolando e o campeão da temporada 2016/2017 deve ser definido em janeiro. Já em Santa Catarina, o torneio iria acontecer agora, no fim do ano, mas com o luto devido ao acidente aéreo com o time masculino da Chapecoense, a competição foi suspensa e deve ocorrer no mês de janeiro.


Com tudo isso, vamos aos campeões:

Clique para ampliar a imagem

Norte

Acre
Campeonato Acreano: Assermurb

AMAZONAS
Campeonato Amazonense: Iranduba

Amapá
Campeonato Amapaense: Oratório

Pará
Campeonato Paraense: Paysandu

Rondônia
Seletiva para a Copa do Brasil: Porto Club

Roraima
Campeonato de Boa Vista: Atlético Roraima

Tocantins
Torneio Seletivo para a Copa do Brasil: Paraíso

Centro Oeste

Distrito federal
Campeonato Candango:
 Minas/ICESP

Goiás

Não houve competição

Mato Grosso
Não houve competição

Mato Grosso do Sul
Não houve competição

Sul

Paraná
Não vou competição

Rio Grande Do Sul
Campeonato Gaúcho: Duda / Canoas

Santa Catarina
Paralisado por luto. Deve retornar no início de 2017

Sudeste

Espírito Santo
Campeonato Capixaba: Vila Nova

Minas Gerais
Campeonato Mineiro: América

Rio de Janeiro
Campeonato Carioca: Flamengo

São Paulo
Campeonato Paulista: Rio Preto

Nordeste

Alagoas
Copa Rainha Marta: União Desportiva

Bahia
Campeonato Baiano 2015/2016: São Francisco
(O campeonato Baiano 2016/2017 já está rolando e a decisão deve ser em janeiro)

Ceará
Campeonato Cearense: Menina Olímpica

Maranhão
Campeonato Maranhense: Viana

Paraíba
Campeonato Paraibano: Botafogo

Pernambuco
Campeonato Pernambucano: Vitória de Santo Antão

Piauí
Copa Batom: Tiradentes

Rio Grande Do Norte
Não houve competição

Sergipe
Campeonato Sergipano: Boca Júnior

Competições Nacionais

Brasileirão: Flamengo
Copa do Brasil: Audax

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Dalian Quanjian é campeão na China com ajuda das brasileiras

A capixaba Gabi Zanotti fechou o ano com chave de ouro. Após ficar de fora da convocação da seleção brasileira que disputaria a Rio 2016, a meia-atacante apagou a decepção olímpica com o título de campeã da Super Liga Feminina Chinês (CWSL). A jogadora, natural de Itaguaçu, ajudou o Dalian Quanjian a chegar ao primeiro título de sua história na noite deste domingo (manhã aqui no Brasil). A equipe conta ainda com outras duas brasileiras, Debinha e Fabiana, que estiveram defendendo a seleção brasileira feminina na Olimpíada do Rio.

Foto: Reprodução / Instagram

O Quanjian já poderia ter garantido o título com algumas rodadas de antecedência, mas após liderar praticamente toda a competição, tropeçou nas três últimas rodadas (duas derrotas e um empate) e acabou vendo o poderoso Shangai ultrapassá-la na penúltima rodada, ficando com um ponto atrás das atuais bicampeãs.
Para chegar ao inédito título, as meninas do Quanjian precisariam vencer Jiefangjun neste domingo e ainda torcer por um tropeço das rivais frente ao Beijing. E foi exatamente essa combinação que aconteceu. Enquanto o Dalian venceu por 2 a 0, com direito a gol da atacante Fabiana, o Shangai acabou empatando em 1 a 1 com o time da capital chinesa, em casa.
Depois de um primeiro tempo sem gols, a atacante brasileira Fabiana abriu o placar para o Dalian aos 19 minutos da segunda etapa. Aos 34 minutos, a chinesa Wang Shuang ampliou a diferença. Depois, foi só esperar a confirmação do empate do Shangai para comemorar a conquista.
Foto: Reprodução
Apesar de estar atuando mais recuada, como volante, Gabi encerra sua primeira temporada na China com nove gols marcados em todas as competições disputadas. O título também coroou uma campanha quase perfeita do Dalian, que terminou a CWSL com o melhor ataque (29 gols), e melhor defesa (apenas 7 sofridos). A conquista colocou um freio na sequencia de títulos do Shangai, maior campeão chinês da história, com 11 conquistas.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

No Brasil, Bia é "anônima"; na Coreia do Sul, ela não pode andar nas ruas

Por Marina Galeano

Foto: Divulgação


Atleta prodígio da seleção brasileira de futebol e uma das artilheiras da equipe na Olimpíada do Rio ao lado de Marta e Cristiane, Beatriz Zaneratto, 22, já se acostumou a ser abordada por torcedores para tirar fotos e dar autógrafos. Não no Brasil, onde pouca gente a reconhece nas ruas, mas do outro lado do mundo, na Coreia do Sul.
Bia, como é conhecida, tornou-se a maior estrela do Steel Red Angels, clube patrocinado pela Hyundai, que alcançou um novo patamar desde a chegada da atacante há cerca de quatro anos. Até então, o time da cidade de Incheon, próxima à capital Seul, não sabia o que era conquistar um título. Agora, em compensação, vai buscar o tetracampeonato nacional nos próximos dias 20 e 24 deste mês.
"Aqui eles valorizam o futebol feminino. Contamos com o apoio da torcida, os clubes têm uma estrutura impressionante e existem pessoas preparadas", disse a jogadora ao UOL Esporte. Frente à falta de perspectiva da modalidade no Brasil, ela criou coragem para colocar as chuteiras na mala e percorrer milhares de quilômetros em busca de seu sonho. "Eu precisava arriscar".
E nem dá para dizer que Bia não tentou a sorte por aqui antes de se aventurar no continente asiático. Tentou, e muito. As dificuldades começaram cedo, quando ainda era uma adolescente e precisava disputar torneios ao lado dos meninos, porque não havia times femininos. Mesmo assim, insistiu. O talento inegável com a bola nos pés lhe rendeu uma convocação para a seleção sub-17 aos 13 anos. E aí, enfrentou a primeira resistência da família.
"Meu pai falou que só me liberaria para viajar se pudesse ir junto", relembra, aos risos. Seu João, porém, teve de se habituar à distância e à nova realidade da filha. Para continuar jogando futebol, ela rodou o Brasil. Passou pelas "Sereias da Vila" do Santos, pelo Bangu (RJ) e pelo Vitória de Tabocas, no interior de Pernambuco - seu último clube nacional antes de se transferir ao Steel Red Angels.
Foto: Divulgação

A decisão de atravessar o globo terrestre não foi fácil para ninguém. Do lado de cá, os familiares não tinham ideia de como Bia estaria se virando em um país tão distante e com uma cultura tão diferente. E moradia? Alimentação? Do outro lado, a brasileira sofria com a comida - "eles colocam o frango inteiro no prato. Só de ver aquele bicho, me dá calafrios" -, com as temperaturas rigorosas no inverno e com a saudade de casa.
 tempo e a internet amenizaram os problemas. A brasileira conversa com a família todos os dias. Vê filmes legendados e jogos da Liga dos Campeões, navega nas redes sociais. Ainda não comprou uma linha telefônica local, pois a língua coreana continua um enigma. "Vou falar com quem aqui? Não dá para entender o que eles dizem, parece que estão sempre brigando". Aliás, esse é um dos motivos pelo qual seu João pega no pé da filha.
Foto: Divulgação / CBF

"Não é possível estar há quatro anos em um país e não aprender nada do idioma. Mas já fiz uma imposição com o empresário dela e, a partir do ano que vem, a Bia vai ter ao menos que aprender inglês", avisou o funcionário público de 50 anos. Apesar da distância, o pai da atacante acompanha todos os seus passos. E por isso, até hoje, Bia só pode andar de ônibus ou táxi pelas ruas de Incheon.
Pouco depois de chegar à Coreia do Sul, o clube lhe ofereceu um automóvel zero, mas ela recusou. "Eu adoro dirigir, mas meu pai disse 'negativo', e cortou o carro na hora", lamentou a atleta. O argumento de seu João está na ponta da língua. "Ser pai do outro lado do mundo exige algumas decisões extremas. É complicado guiar onde você não conhece a língua e muito menos as leis de trânsito. A Bia dirige muito bem, mas prefiro ela dirigindo aqui no Brasil".
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

VÍDEO: a reação de Hope Solo ao saber da suspensão de seis meses


Por Brasil Mundial FC 

Após a eliminação dos Jogos Olímpicos, Hope Solo não se conteve e chamou as adversárias suecas de covardes logo depois do confronto nas quartas de final. A declaração acabou causando sua suspensão por seis meses da seleção americana e também o encerramento de seu contrato com a federação de futebol do país - as atletas do time nacional possuem vínculo com a entidade. A revista People teve acesso a parte de um documentário que está sendo feito. Uma das personagens é justamente a goleira. No momento em que ela ficou sabendo da suspensão, a equipe de TV estava junto e filmado o ocorrido. Confira aqui o vídeo.



- 17 malditos anos (Seventeen f------ years) e acabou - afirmou Hope Solo no vídeo. 

- Seis meses de suspensão - diz ainda a goleira abraçando seu marido, o ex-jogador da NFL Jerramy Stevens, em uma sala de conferência de um hotel em Seattle. Ela havia acabado de se reunir com a técnica da seleção americana Jill Ellis e o chefe da Federação de futebol, Dan Flynn, para escutar a punição.

E complementou: 

- Sem pagamento. Encerraram o contrato. Efeito imediato.

- Contrato encerrado. Não somente uma suspensão. 

Após a suspensão, Solo também pediu a liberação do seu clube, o  Seattle Reign, clube da National Women's Soccer League.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Formiga faz apelo: "Não desistam de nós"

do UOL, em São Paulo

Após terminar no quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Formiga confirmou sua aposentadoria da seleção brasileira e aproveitou para fazer um apelo aos torcedores, dirigentes e todos que acompanham o futebol feminino.
Foto: Alexandre Schneider/Getty

Quando perguntada se essa seria sua despedida da seleção, Formiga, muito emocionada, confirmou. “É né... Tenho que agradecer todo brasileiro por essa força, eles nos apoiaram o tempo todo. Não é fácil, não é o que a gente queria, todo mundo sabe”, completou.
Marta, eleita melhor jogadora do mundo por cinco vezes, fez questão de valorizar a trajetória de Formiga no futebol feminino. “Ela é excepcional, uma atleta fantástica, um super ser humano. É única. O futebol feminino vai perder muito com ela fora. Espero que ela possa continuar ajudando a modalidade de alguma outra forma”, finalizou a camisa 10 da seleção.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Derrota do futebol feminino serve de alerta à realidade da modalidade

Por Blog do Paulinho 

martafifa

Diferentemente de anos anteriores, a Seleção de Futebol feminino do Brasil não chegou aos Jogos Olímpicos como favorita, fruto de atuações inconstantes em amistosos e campeonatos disputados, recentemente.

Porém, durante o torneio, em clara superação estimulada pelo desejo das mais veteranas em encerrar o ciclo da carreira com vitória, e das iniciantes em entrar para a história com a conquista de medalha olímpica, as brasileiras jogaram mais do que podiam, por algum tempo.

Encantaram os torcedores, mas o limite chegou.

São amplamente conhecidos das adversárias os pontos fortes do elenco brasileiro, razão pela qual, a cada ano, tirando uma ou outra partida mais inspirada, nossas jogadores tem sido marcadas com mais facilidade.

Falta renovação, política de esporte e administração competente da CBF.

A derrota nos Jogos, apesar de triste, serviu para evitar que a poeira da mentira encobrisse a verdade do descaso de nossos dirigentes com o futebol feminino.

No Brasil, os campeonatos são medíocres (quando existem), as jogadoras, em regra, sobrevivem no limite da miséria financeira, e, ainda assim, são usadas (sempre em períodos midiáticos, como Olimpíadas e Mundiais) para a promoção de cartolas, como Marco Aurélio Cunha (responsável pela Seleção, na CBF), em verdade incompetentes e aproveitadores sorridentes da desgraça esportiva de toda uma geração.

Milagres como o fenômeno Marta (cinco vezes eleita a melhor do mundo) e a excepcional Formiga, símbolo máximo de entrega ao esporte são fruto de seus próprios esforços, desamparadas que foram no início de carreira, acolhidas apenas ao se tornarem, involuntariamente, objetos de cobiça da cartolagem.

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As gritantes desigualdades nos prêmios pagos a atletas homens e mulheres

A Olimpíada é uma espécie de oásis da igualdade entre homens e mulheres. Muitas atletas de alta performance, que disputaram ou estão disputando o ouro no Rio, enfrentam um cotidiano de injustiças nas suas categorias.

O BuzzFeed Brasil e a agência de checagem de dados Aos Fatos vasculharam as diferenças nos prêmios pagos a atletas homens e mulheres em várias modalidades esportivas e o resultado você vê neste vídeo.

Melhor jogadora do Grand Prix de Vôlei, a brasileira Natália ganhou um prêmio de US$ 15.000.

O sérvio Marko Ivović, que disputou o mesmo número de partidas que Natália e foi escolhido o melhor jogador do torneio masculino, ganhou o dobro, US$ 30.000.

Na liga mundial, o prêmio por equipe foi 5 vezes maior para os homens do que para as mulheres. (US$ 1 milhão e US$ 170 mil)

O golfe, que voltou aos Jogos este ano, é outro campo de injustiça. Dustin Johnson venceu o US Open deste ano e levou US$ 1,8 milhão.

Andrew Redington / Getty Images

A americana Brittany Lang venceu a versão feminina do torneio e recebeu menos da metade do prêmio do colega homem (US$ 810.000).

Jonathan Ferrey / Getty Images

No futebol, as diferenças são gritantes. A Fifa pagou US$ 35 milhões à Alemanha por ter conquistado a Copa de 2014, no Brasil.

Matthias Hangst / Getty Images

No mundial feminino, disputado no ano passado, as americanas golearam o time do Japão por 5 a 2 na final. O prêmio das campeãs foi de US$ 2 milhões.

Jewel Samad / AFP / Getty Images

O prêmio pago aos homens é 17,5 vezes maior do que o pago às mulheres. Mas o público da Copa do Mundo de futebol masculino foi somente QUATRO vezes maior do que do torneio das mulheres: QUATRO, NÃO DEZESSETE.

Spencer Platt / Getty Images

Alguns esportes têm feito esforços para corrigir a injustiça nos prêmios. No tênis, por exemplo, os quatro torneios do Grand Slam pagam exatamente o mesmo prêmio para os campões.

Garbine Muguruza bateu Serena Williams na final de Roland Garros…

Julian Finney / Getty Images

Novak Djokovic venceu Andy Murray no mesmo torneio. Os campeões, homem e mulher, receberam o mesmo prêmio: US$ 13 milhões.

Julian Finney / Getty Images

Em competições internacionais da natação, atletismo e ginástica olímpica, os prêmios para os atletas são igualitários.

O jamaicano Usain Bolt, venceu os 100 metros rasos com o tempo de 9 segundos e 79 centésimos no campeonato mundial de 2015.

Christian Petersen / Getty Images

A jamaicana Shelly-Ann Fraser-Price venceu a mesma prova com 10 segundos e 76 centésimos. Cada um recebeu US$ 60.000 pelo triunfo.

Cameron Spencer / Getty Images



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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Musas dos Jogos Olímpicos (Vídeo)

Vocês pediram e aqui está... As musas das Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Desabafo - Futebol Feminino perdeu o Ouro nas Olimpíadas (vídeo)

Ainda não será desta vez que as meninas do Brasil serão recompensadas com um ouro por todo o esforço que são obrigadas a fazer fora de campo. Mesmo com o Maracanã lotado, Marta e cia. não conseguiram sair do 0 a 0 contra a retrancada Suécia. Depois, acabaram derrotadas nos pênaltis por 4 a 3 e deram mais uma vez adeus ao sonho olímpico.



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Vadão critica futebol feminino do Brasil: "não temos trabalho de base"

Por Pedro Ivo Almeida

Na véspera da semifinal do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro contra a Suécia, o técnico da seleção feminina, Vadão, fez críticas ao atual estágio do futebol feminino no Brasil. Para ele, a empolgação da torcida e a boa campanha em casa podem ajudar no desenvolvimento da modalidade no país.

Foto:Fabio Aleixo/UOL

O tom crítico do treinador não chega a ser uma novidade. Antes da Olimpíada, na véspera da estreia, contra a China, Vadão já tinha pedido mais atenção ao trabalho de formação: "A medalha [de ouro] não salvará o futebol feminino no Brasil. Só será salvo quando todos se abraçarem e falarem: vamos realmente trabalhar e desenvolver a modalidade aqui. É isso que falta".
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O Brasil de Marta e a Seleção de 82

Por Blog do Paulinho 

marta e zico



O Brasil de Marta e suas companheiras sempre apresentou futebol competitivo, plástico, com momentos de absoluta genialidade, mas, por consequencias do esporte, nunca venceu as Olimpíadas.

Dois bronzes e duas pratas, mesmo em algumas ocasiões atuando melhor do que suas algozes, quase sempre os Estados Unidos, país que, diferentemente do que se vê por aqui, tem uma política de futebol feminino verdadeiramente profissional.

São grandes as possibilidades de, no epílogo da carreira da melhor jogadora de todos os tempos, desta vez a conquista venha, para que se faça justiça num esporte que nem sempre premia os melhores.

Em 1982, embora desde 1981 o futebol exibido já fosse espetacular, a Seleção comandada por gênios como Falcão, Sócrates, Zico, etc, sequer chegou à final da Copa do Mundo, fator que voltou a se repetir em 1986, com boa parte dos remanescentes deste grupo.
Eram, indubitavelmente, os melhores.

Passadas algumas décadas, o torcedor nunca os esqueceu e até hoje tem como parâmetro de futebol bem jogado o que se viu naqueles tempos, em que jogava-se para vencer, sempre, sem abdicar de praticar futebol.

Será assim também com o time de Marta, independentemente se o Ouro vier.

Permanecerá o exemplo, o objetivo a ser alcançado por aqueles que apreciam o jogo, não apenas o resultado final.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Musos das Olimpíadas Rio 2016 (vídeo)

O Brasil e o mundo estão fazendo bonito dentro e fora dos campos, quadras, arenas, tatames e afins nestas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Então, se liga nos musos dos Jogos Olímpicos. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Comparar Marta e Neymar faz bem às seleçõe

Por Mário Magalhães

Para começo de conversa, nem Marta é melhor que Neymar, nem Neymar é melhor que Marta.
É opinião. Cada um com a sua.
Ambos jogam demais, são sublimes.
Marta, em suas circunstâncias, é maior do que Neymar nas dele.
Foi eleita cinco vezes a número um do planeta.
Neymar, pode apostar, alcançará tal título. Mas ainda não chegou lá.
Ele ganha muito mais do que ela porque o business do futebol masculino movimenta bilhões.
No feminino, os negócios, quando existem, são modestos.
Marta, balzaca, não conquistou competição relevante pela seleção. Por limitações da equipe, e não dela.
O jovem Neymar é um dos principais craques do mundo em momento de seleção 7 a 1. Sofre como Marta já sofreu.
Na Olimpíada, Marta vem se beneficiando de um time organizado, o Carrossel Tropical montado por Vadão.
Neymar, ao contrário, tem sido um dos onze componentes do caos que Rogério Micale por enquanto não logrou transformar em equipe.
Albari Rosa/Gazeta do Povo e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Marta é capitã e de fato lidera.
Com a seleção que marcou três gols na China e cinco na Suécia, Marta é aguardada nos estádios que a ovacionam _o 0 a 0 de ontem com a África do Sul não conta, pois a maioria da seleção foi de reservas.
A paciência da torcida com Neymar diminuiu, após duas partidas sem o Brasil marcar.
A expectativa com os dois é imensa.
Marta vem correspondendo a ela.
Neymar, não.
Marta não é problema para a seleção de mulheres.
Neymar, como dito no blog há tempos, também não é problema. É solução e esperança de volta por cima.
A comparação entre Neymar e Marta é mais do que legítima.
É útil. Por mais que irrite um ou outro a depender da abordagem, serve como cobrança. Portanto, estímulo.
É desse estímulo que Neymar necessita.
Para brilhar hoje à noite contra a Dinamarca e conduzir a seleção à vitória que a levaria às quartas-de-final. E à possível arrancada para o ouro.
Soa estranho, mas o masculino talvez tenha mais chances de título do que o feminino.
Eles frustram, mas possuem qualidade técnica muito superior à dos adversários.
Elas encantam, porém devem ter pela frente o poderoso escrete dos Estados Unidos. Na sexta, no primeiro mata-mata, encaram as australianas.
A seleção masculina deveria se inspirar na eficiência e na arte da feminina.
Tomara que Neymar esteja mordido com as comparações com Marta.
E que jogue como ela tem jogado.
Futebol ele tem de sobra.
Marta também.
A comparação entre os craques incentiva as duas seleções.
O sonho de dois ouros no futebol permanece vivo.
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