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quinta-feira, 14 de março de 2013

Possível transferência de lateral Juninho para o Vasco é fruto do medo da violência no Palmeiras

Por Paulo Vinícius Coelho

O Vasco procurou o lateral-esquerdo Juninho, do Palmeiras, e pode ficar com o jogador. 

Oficialmente, o Palmeiras aceita conversar sobre uma possível transferência, por um suposto acordo de cavalheiros firmado na transferência de Fernando Prass para o Parque Antártica. 

Há, no entanto, outro motivo que pode auxiliar a negociação: o medo da violência.

Juninho gostou da possibilidade de sair do Palmeiras. Ano passado, seu desempenho no primeiro semestre foi ótimo, idêntico ao do segundo semestre de 2011, quando foi eleito melhor lateral-esquerdo do Brasileirão, atuando pelo Figueirense. A partir do momento em que o Palmeiras começou a brigar contra o rebaixamento, o nervosismo do jovem lateral tornou-se evidente. Errou no clássico contra o Corinthians, tornou-se dispersivo e perdeu a posição de titular para Marcelo Oliveira, em 2013

Nas ruas, foi um dos jogadores do elenco a ouvir provocações de torcedores. 

Por tudo isso, ele pensa em sair.

E o Palmeiras pensa em manter.

Nesta quinta-feira, deve haver uma conversa com o lateral na tentativa de convencê-lo a permanecer.

Mas é possível que a transferência para o Vasco seja concretizada.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O exemplo do Coritiba, que tirou faixas de uniformizadas, deve ser seguido pelo Palmeiras. Ou a Mancha acabará com o clube

Por Paulo Vinícius Coelho

A relação das torcidas uniformizadas do Palmeiras com a nova diretoria começou meio torta. As torcidas, assim no plural, pediram ajuda para o transporte para os jogos fora de casa. A diretoria negou. É provável que o ataque aos jogadores do Palmeiras no AeroPark, em Buenos Aires, tenha sido represália à recusa. O clube diz que quem conseguir chegar aos jogos como visitante terá ingresso. Mas não o transporte -- nem ingresso em jogos dentro do Pacaembu.

O certo é não ter nada! 

É comprar ingresso ou ser sócio-torcedor e a polícia cumprir rigorosamente o lugar marcado no bilhete. 
Sabe por que não se cumpre o lugar marcado no ingresso? Porque o Ministério Público manda vender ingresso na quadra de torcida uniformizada, no caso da Gaviões. E a polícia dificulta a fiscalização do que é meia entrada ou entrada inteira, no caso de outras torcidas. 

Não sou contra a extinção das torcidas.
 
Sou a favor da prisão dos bandidos, a única coisa não testada até hoje. 

Se aplicar as duas coisas, melhor.

Quando o Coritiba perdeu seus mandos de campo depois da batalha campal contra o Fluminense, em 2009, e a nova diretoria tomou posse, a primeira providência foi expulsar torcidas uniformizadas. Expulsar, em termos. A diretoria do Coxa proibiu entradas de camisas e faixas de torcedores. A punição durou o primeiro ano e a relação voltou a ser mais próxima.
Mas a direção do Coritiba segue dizendo que as torcidas só entram com faixas e camisas seguindo algumas ordens: 1. para cada bandeira de torcida deve haver uma bandeira do clube; 2. o clube não dá dinheiro, passagem, óleo diesel nem qualquer subsídio para os torcedores.

Neste momento, a única coisa possível ao Palmeiras é repetir o que o Coritiba fez. 

Ou encerrar suas atividades no futebol. Se todos os jogadores do Palmeiras forem à Justiça pedindo anulação de seus contratos alegando falta de segurança no trabalho, podem fazer.

Só para lembrar: as torcidas uniformizadas do Palmieiras,nos últimos cinco anos, agrediram Vágner Love (foi embora), Vanderlei Luxemburgo (foi embora), hostilizaram Diego Souza (foi embora), bateram em João Vítor (foi embora), agrediram Fabinho Capixaba, que nem joga, cortaram a orelha de Fernando Prass, em Buenos Aires...

Quem quer jogar no Palmeiras? O Paulo Serdan? 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Transferência de Barcos pode ser bom negócio para Grêmio, Palmeiras e centroavante

Por Paulo Vinícius Coelho

Uma troca cinco por um, como está perto de acontecer entre Palmeiras e Grêmio, normalmente é bom para quem fica com maior número de jogadores. Lembre do histórico cinco por dois, entre Cruzeiro e São Paulo em 1995. O Cruzeiro vendeu Serginho e Belletti para o São Paulo e ficou com Aílton, Donizete Oliveira, Gilmar, Vítor e Ronaldo Luís. Dos cinco, Vítor e Donizete Oliveira foram titulares no jogo do título da Libertadores, em 1997.

O Cruzeiro montou a base para conquistar o torneio do ano seguinte.

Se o Palmeiras vendesse Barcos, simplesmente, seria péssimo. Mas ganha um bom centroavante com Marcelo Moreno, apesar da ponderação de não poder jogar a Libertadores, por já ter atuado com a camisa do tricolor gaúcho.

Mas há Kléber, recém-contratado.

E a necessidade de montar um elenco para as duas disputas em que o Palmeiras tem chances concretas. Na real, a Libertadores deste ano é um sonho distante para o Palmeiras -- não para o Grêmio. A Copa do Brasil, não. Um time montado com três meses de entrosamento pode jogar a Copa do Brasil e a Série B simultaneamente. Subir e tentar a vaga também na Libertadores 2014, por meio do bi da Copa do Brasil.

Então, para o Palmeiras, a saída de Barcos, que quer ir, é bom negócio.

Para o Grêmio também. Exceto pelo salário, alto -- Barcos e Kléber custarão em torno de R$ 1 milhão -- o ataque fica forte e municiado por Zé Roberto e Elano.

O Grêmio gasta muito, mas monta um elenco capaz de dar a Vanderlei Luxemburgo sua primeira Copa Libertadores -- e aos gremistas, sua terceira.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Riquelme pede que Palmeiras vá a Buenos Aires e negócio fica mais difícil

Por Paulo Vinícius Coelho 

O telefonema de Riquelme para o Palmeiras aconteceu nesta segunda-feira. Mas a resposta não foi sim. Nem não.

O procurador Daniel Bolitynikoff pediu que um integrante da diretoria do Palmeiras visite Riquelme em Buenos Aires para reforçar o interesse do clube e a intenção de formar uma equipe competitiva.

Isso tudo já foi tratado em visita de César Sampaio a Buenos Aires, mês passado. Mas, bem informado, Riquelme deve saber da questão das eleições. E é gato escaldado. Ano passado, acertou a transferência para o Cruzeiro e, ao dizer sim, ouviu do clube mineiro "não!"

A história atrapalha. O Palmeiras decide nas próximas horas se viaja ou não a Buenos Aires, com receio de ouvir de Riquelme que a oferta atual não é suficiente. Que é preciso aumentar. O negócio não está descartado. Mas a resposta enigmática esfriou.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Palmeiras fará homenagem a Joelmir Beting contra o Santos, no sábado

Por Paulo Vinícius Coelho

"Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível!".

A frase é de Joelmir Beting sobre seu time de coração e estará estampada em todas as camisas dos jogadores do Palmeiras na entrada em campo contra o Santos, sábado à tarde.

Às costas, os jogadores terão o número 10 e o nome JOELMIR.

O jornalista faleceu na madrugada desta quinta-feira, aos 75 anos, depois de sofrer um acidente vascular encefálico no domingo. 

A camisa a ser utilizada no sábado é uma homenagem do Palmeiras e da Adidas. No último ano, Joelmir participou de um grupo que discutia o centenário do Palmeiras, a ser comemorado em 2014.

Explicar a colaboração de Joelmir a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Não atrapalha, Mustafá!

Por Paulo Vinícius Coelho 

O ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, dá declarações na hora mais difícil da história recente do Palmeiras. Na edição do LANCE! de segunda-feira, dizia que o momento atual não tem nada a ver com o primeiro rebaixamento, em 2002. Que na época o clube era organizado e tinha uma fortuna em caixa. Esqueceu-se de dizer que havia dívidas fiscais enormes. Disse que o clube recuperou-se rapidamente e logo voltou à Libertadores. Ora, o Palmeiras hoje está classificado para a Libertadores.

Na edição do LANCE! desta segunda-feira, Mustafá Contursi refere-se ao comitê de transição com os presidenciáveis Décio Perin, Paulo Nobre e Wlademir Pescarmona com a seguinte frase: "Agora eles vêm com essa hipocrisia de união pelo bem do Palmeiras. Todos vão à reunião, mas ninguém abre mão de ser presidente."

O ex-presidente trata de politizar uma reunião a que todos os envolvidos têm tentado despolitizar.
A reunião na casa do atual presidente Arnaldo Tirone não existe para discutir política. 
Há e haverá pelo menos duas chapas nas eleições de janeiro.
A reunião tem por objetivo discutir futebol. Entender de que maneira os candidatos podem ajudar a definir quais jogadores e com que dinheiro o Palmeiras pode começar a montar um time competitivo para 2013 e tornar a Libertadores um desafio viável.

Quem politizar o comitê de transição vai atrapalhar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Procurador do STJD diz que não há chance de anulação de Inter x Palmeiras

Por Paulo Vinícius Coelho

O procurador-geral do STJD, Paulo Schmidt, julga quase impossível o Palmeiras conseguir levar ao tribunal denúncia com pedido de anulação do jogo contra o Internacional, em virtude da participação do delegado do jogo, Gérson Baluta, na anulação do gol de Barcos. Seria necessário comprovar erro de direito, para anular a partida. E esse critério não se aplica, mesmo que o árbitro Francisco Carlos do Nascimento, informe, na súmula, que recebeu o recado do delegado após este assistir ao lance pela televisão.


A lógica é ainda mais cruel. O árbitro declarou ter definido o lance com um "trabalho de equipe." Isso poderia incluir o árbitro assistente, atrás do gol, apesar de a imagem não dar esse indício. É quase impossível a confissão de que foi o delegado o responsável pela anulação do gol.


"O erro de direito, em geral, é o descumprimento da norma seja por desconhecimento ou por má fé, que não se presume e, ao contrário, depende de prova inequívoca", argumenta o procurador Paulo Schmidt.


Já houve no futebol alemão anulação de partida, seguida por bronca da Fifa por ter cancelado o resultado esportivo da partida.


OPINIÃO - É sempre polêmico quando se percebe que o olhar externo serviu para mudar o rumo de uma jogada que o árbitro não viu. Mas, quando o resultado final é o acerto da arbitragem, vale. Na minha visão, o gol foi bem anulado e isso é importante.
Não sou pela anulação da partida.
Mas a comissão de arbitragem deve se manifestar e dizer o que exatamente ocorrou e o que julga do caso Internacional x Palmeiras.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Problema de Barcos não foi salário, mas cansaço e pendência do início do ano

Por Paulo Vinícius Coelho 

A ausência de Barcos da concentração do Palmeiras na noite de quinta para sexta-feira não se deveu a pedido de aumento salarial. Mas há, sim, uma questão financeira incomodando o centroavante argentino do Palmeiras, como divulgou a rádio Jovem Pan, na segunda-feira.

Barcos concentrou-se por uma noite, a anterior à do clássico contra o São Paulo, de sexta para sábado, junto com todos os demais jogadores.
Da noite anterior, o centroavante pediu dispensa, alegando cansaço pela viagem de Resistencia, onde estava com a seleção argentina que enfrentaria o Brasil. Junto a isso, soma-se uma pendência não solucionada desde sua chegada ao Palmeiras. Na época, Barcos pagou parte da comissão de seu empresário e ainda não foi reembolsado.

Não ter recebido esse valor incomoda o argentino e isso se somou ao cansaço alegado para pedir dispensa. Na chegada, no início do ano, Barcos também ouviu uma brincadeira do presidente Arnaldo Tirone. O dirigente dizia que pagaria 5 mil reais por gol -- o argentino já fez 23. Consta que há duas semanas, Barcos passou pelo presidente e disse, em tom de brincadeira: "Você está me devendo R$ 100 mil!" 
Isso não foi a sério. 
A pendência do início do ano, sim.

Barcos está na seleção argentina, para as partidas contra Uruguai e Chile, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, a serem disputadas em 12 e 16 de outubro. Se não entrar em campo, é possível seu retorno contra o Bahia, dia 17. Mas o Palmeiras trabalha com a hipótese mais provável de não contar com o centroavante nas partidas contra Coritiba, Náutico e Bahia.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Qual torcida ama mais o meia Alex? Coritiba, Cruzeiro ou Palmeiras?

Por Paulo Vinícius Coelho

Alex provavelmente voltará ao Brasil em janeiro. Fruto da estupidez do técnico Aykut Kokaman, que não pretende contar com o meia supostamente por ciúme -- Kokaman foi ídolo do Fenerbahçe, quase tanto quanto Alex. Kokaman pode odiar Alex. A torcida do Fenerbahçe o ama, a ponto de fazer, por conta própria, uma estátua em sua homenagem.

Como a torcida do Fener, coxas-brancas, cruzeirenses e palmeirenses (atenção, a ordem é alfabética) amam seu antigo meia. Por isso, é provável que a escolha do meia, em janeiro recaia sobre um dos três clubes ou pelo Grêmio, de Vanderlei Luxemburgo, o técnico com quem Alex teve seu melhor desempenho na carreira.

César Sampaio, diretor do Palmeiras, já telefonou para o meia do Fenerbahçe. 
Para onde ele vai? Não há informação possível neste momento. Melhor esperar.
Enquanto isso, veja por que cada torcida de clube brasileiro onde Alex jogou tem motivos para amá-lo -- ele também jogou no Flamengo, sem o mesmo sucesso.

Quem você acha que tem mais motivo para amar Alex?

CORITIBA - Não foi campeão estadual, mas participou da campanha do Coritiba vice-campeão da Série B de 1995. Jogou muito! Pelo Coxa, chegou à seleção brasileira sub-20 que disputou o Mundial de 1997 e caiu nas quartas-de-final contra a Argentina.

CRUZEIRO - O cruzeirense não se esquece de toda a campanha do Brasileirão 2003. Nem da Copa do Brasil, o gol de letra contra o Flamengo no Maracanã, na decisão. Alex jogou mutio e foi por causa de suas atuações que o Cruzeiro virou o melhor time do Brasil, o que não acontecia desde os anos 60.

PALMEIRAS - Os dois gols da vitória por 3 x 0 sobre o River Plate estão na memória. Também a atuação contra o Vasco, em São Januário, na partida que levou às quartas-de-final da Libertadores de 1999. Ou o gol dos três chapéus contra o São Paulo, no Morumbi. Desde 2002, desde o gol dos chapéus, o Palmeiras não vence o São Paulo no Morumbi.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PVC: "Gilson Kleina é o novo técnico do Palmeiras"

Segundo Paulo Vinícius Coelho, colunista do Estado e comentarista da rádio Estadão/ESPN, o Palmeiras pode anunciar a qualquer momento a contratação do técnico Gilson Kleina para a sequência do Campeonato Brasileiro. O acerto foi concretizado após Paulo Roberto Falcão recusar a proposta do clube alviverde, na noite da última terça-feira. Segundo PVC, o anúncio oficial deve acontecer assim que Kleina conversar com dirigentes da Ponte Preta.

"O Palmeiras está perto de anunciar Gilson Kleina. Só precisa avisar a Ponte Preta. O nome dele voltou a tona ontem, depois do Falcão não acertar. A qualquer momento dá para dizer que ele se desvinculou da Ponte", disse PVC.

Na opinião de PVC, o acerto com Kleina faz com que o Palmeiras decida fazer uma aposta. "O Falcão era um nome de mais peso, mas que também não dava segurança. No fundo, o Palmeiras vem de Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo e Felipão sem conseguir resultados expressivos e esperados. Agora vai apostar em um técnico que não é grife para tentar salvar o time em 13 rodadas. E o Kleina vai tentar mudar sua vida e passar a ser um técnico de outro patamar."

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Palmeiras desiste de Gilson Kleina e pensa sobre plano B

Por Paulo Vinícius Coelho

O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, não está disposto a comprar a briga com a Ponte Preta para contratar Gilson Kleina. A questão não é a má vontade da Ponte em liberar seu treinador, mas a repercussão que a contratação de Kleina teria, já que se trata de um nome muito menor do que foram Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo.

A diretoria não tem ainda consenso sobre o nome do novo técnico e deve recomeçar a fazer contatos apenas na terça-feira. Vale lembrar que essa é a única semana livre do time, que no dia 26 de setembro joga pela Copa Sul-Americana.


Nota do blog: Nso bastidores crescem as especulações envolvendo o nome do técnico Jorge Sampaoli, hoje comandando La Universidad de Chile.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bahia chegou a liberar Jorginho para o Palmeiras com uma condição que não se cumpriu

Por Paulo Vinícius Coelho 

No início da noite de quinta-feira, um representante do Palmeiras, com agenda marcada para viajar a Salvador e fechar com o Bahia a liberação do técnico Jorginho, ligou para Paulo Angioni, diretor-executivo do Bahia. Na conversa, com Jorginho já sabendo do interesse do Palmeiras, Angioni respondeu não haver chance de liberação pelo clube de Salvador. Não havia multa de rescisão e nem sequer contrato assinado, mas Jorginho respeitava as condições apalavradas: R$ 300 mil de multa para sair.

O Palmeiras soube que não havia negócio mesmo na sequência, com telefonema do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, para o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone. "Desculpe, Tirone, mas desta vez não posso ajudar. Se eu liberar o Jorginho, quem paga o preço sou eu aqui", disse Guimarães.

O presidente do Bahia quase foi seduzido na tarde desta sexta-feira, com outro telefonema do Palmeiras. O clube paulista dizia que tinha de pensar em si mesmo, apesar da recusa baiana. Guimarães respondeu que, nesse caso, liberaria Jorginho para acertar seu contrato com o Palmeiras, desde que... desde que Jorginho concedesse uma entrevista coletiva afirmando ser a vontade dele ir para São Paulo.

Nada feito.
"Eu tenho de andar de cabeça erguida! Não posso correr o risco de não poder voltar a Salvador, nem de férias", disse Jorginho. 

Na conversa com o dirigente do Palmeiras, Jorginho chegou a afirmar que não poderia voltar a Salvador e ser recebido com moedas atiradas. Ouviu: "O Luxemburgo vai a vários lugares onde atiram dinheiro e quanto mais dinheiro atiram mais dinheiro ele ganha."

Jorginho não foi assim.
A questão ética para o treinador do Bahia prevaleceu, embora sua vontade tenha sido assinar com o Palmeiras. A pergunta: e se o Palmeiras acenar com um contrato para assumir em janeiro, depois de encerrado seu compromisso com o Bahia? "O que o Palmeiras quiser eu faço! Faço tudo pelo Palmeiras. Só não posso romper o acordo que tenho com o Bahia", disse Jorginho.

Jorginho era a única opção.
Espanta o nome de Leão a rejeição expressa em todas as redes sociais, de acordo com a direção palmeirense.

Neste momento, o Palmeiras não tem um nome para contratar para o lugar de Felipão.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Palmeiras rejeita proposta espanhola por Cicinho


Valdivia deve ficar, já Cicinho pode ir para Espanha

Durante o programa 'Linha de Passe', dos Canais ESPN, na última segunda-feira (23/07), o jornalista Paulo Vinícius Coelho revelou que o meia Valdívia deve permanecer no Palmeiras, pelo menos até o final da temporada. 

O mesmo não se pode dizer do lateral-direito Cicinho, que há tempos está sendo observado por olheiros do futebol espanhol e pode sair do Verdão.

A situação do chileno é complicada, pois sua família, após ser vítima de sequestro, não quer retornar para o Brasil. Mesmo com uma proposta (até onde se sabe, não muito concreta) do Qatar, o presidente Arnaldo Tirone não quer vendê-lo e sim manter o atleta até a disputa da Copa Libertadores de 2013. 

"É praticamente certo que o Valdívia não sai"

Se o Mago fica até o próximo ano, ainda não se sabe, porém o que pode pesar para a sua permanência, pelo menos, até o fim de 2012 é sua relação com o técnico Luiz Felipe Scolari, que melhorou, e muito, após o sequestro, quando o camisa 10 se aproximou mais o treinador, estabelecendo, assim, um contato mais estilo 'família Scolari'.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Como foi (re)construído o ambiente do Palmeiras

Reinaldo Canato / Folhapress
Palmeiras campeão da Copa do Brasil: a coluna do Estadão de quinta

Por Paulo Vinícius Coelho

CICATRIZES DO TÍTULO

No dia seguinte ao jogo da classificação para a final da Copa do Brasil, o goleiro Bruno falou sobre a tensão de levar o primeiro gol do Grêmio e sobre como as derrotas do passado serviram de exemplo para chegar à vitória do presente: "Conversamos muito sobre a semifinal da Copa Sul-Americana de 2010, o 1 a 2 para o Goiás. Não poderíamos correr o risco de perder a vaga na final para o Grêmio, depois de vencer por 2 a 0 no Olímpico. Quando sofremos o gol, olhamos uns para os outros e, naquele instante, tive certeza de que estava tudo sob controle."


O Palmeiras levou só seis minutos para empatar com o Grêmio. O caráter do time campeão da Copa do Brasil formou-se na derrota e nos conflitos. Construiu-se com histórias, como a da bronca do diretor Wlademir Pescarmona, no vestiário do Centro de Treinamento, um dia depois do vexame contra o Goiás. Xingou a todos, de vagabundos para baixo, sob o olhar complacente de Felipão, por isso questionado pelo elenco nos meses seguintes.

Construiu-se também no episódio da saída de Kleber do Palmeiras, briga de foice no vestiário da Academia entre o atacante e o treinador. "Em vinte anos no Palmeiras, nunca vi nada tão grave", disse o então goleiro Marcos.

A discussão evidenciou a necessidade de se contratar um gerente de futebol, um anteparo entre o técnico e o elenco. Em seus melhores trabalhos, Felipão sempre teve esse escudo.

Luís Carlos Silveira Martins, o Cacalo, diretor de futebol, no Grêmio, Paulo Angioni, diretor de esportes da Parmalat, no Palmeiras.

Gente capaz de dividir os problemas e impedir a intervenção do treinador em todos os conflitos, como acontecia antes da chegada de César Sampaio, em novembro de 2011. 

"O ambiente e o time melhoraram, também, porque alguns do contra não estão mais aqui", disse Luiz Felipe, na manhã de ontem, no saguão do hotel Pestana, em Curitiba. 

O técnico se referia a Kleber, mas também a Lincoln, rival ontem, com a camisa do Coritiba.

Com a área limpa, Felipão pôde reconstruir sua família, como nos seus melhores trabalhos. Até o primeiro jogo das finais contra o Coritiba, houve quem cobrasse do Palmeiras um jogo mais trabalhado, mais bola no chão, menos dependente de bolas paradas. 

Cobrava isso quem também dizia que Felipão mudou. Não, não. Ele é o mesmo sujeito teimoso, mas de coração mole e futebol duro, das outras três conquistas de Copa do Brasil.

Prova disso é o estilo rigoroso, sem beleza, sem sabor, com que o Palmeiras avançou. Seu time joga com os mesmos méritos e os defeitos de sempre das equipes montadas à moda Felipão. O gol de Vilmar, do título da Copa do Brasil de 1991, do Criciúma, o de Nildo, da conquista de 1994 pelo Grêmio, o de Oséas, Copa do Brasil 1998 do Palmeiras, todos nasceram de bolas paradas.

Nos doze anos do hiato entre a Libertadores 1999 e a Copa do Brasil 2012, quem mudou para pior foi o Palmeiras. Por isso, a Copa do Brasil, forjada no sofrimento e conquistada ao melhor estilo Scolari, deve ser muito comemorada. Também precisa ser encarada como o primeiro passo para o clube voltar a ser um dos mais vencedores do País.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Palmeiras veta Riquelme

Por Paulo Vinícius Coelho

Riquelme já foi oferecido ao Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro, desde o anúncio de que deixaria o Boca Juniors, minutos depois da derrota na final da Libertadores contra o Corinthians -- a torcida pede sua permanência na Argentina. Quem oferece seu serviço é o agente Paulo Ricard.

No Brasil, um dos clubes já diz NÃO taxativamente à ideia de contratar Juan Román Riquelme: o Palmeiras. O presidente Arnaldo Tirone diz que não há chance, pelo custo, e porque Felipão pondera se na idade atual Riquelme valeria a pena. "O Felipão não quer", diz Tirone.

De fato, se Riquelme anunciou sua desistência de jogar pelo Boca, afirmando não poder continuar no clube que ama sem oferecer o máximo, por que jogaria no Brasil sem poder atuar no ápice de sua condição física? Felipão tem razão.

O Flamengo pensa em Riquelme e o Cruzeiro julga quase impossível sua contratação. Mas tomou uma providência. O clube investigou se Paulo Ricard é mesmo procurador de Riquelme, autorizado para trabalhar no Brasil. O resulatdo da investigação é que NÃO. Paulo Ricard não tem essa autonomia. O agente Daniel Bolotnikov é o único autorizado a trabalhar em nome de Riquelme.

Na Argentina, o jogador não sabe o que fará. Nos próximos dias, pode até mesmo anunciar o encerramento de sua carreira.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Palmeiras acerta com Obina por empréstimo de seis meses



Por Paulo Vinícius Coelho

O Palmeiras e o Shandong Luneng reuniram-se na manhã deste domingo e fecharam o empréstimo de seis meses de Obina. A negociação foi facilitada pelo interesse do jogador em voltar ao Parque Antártica, afirmou o empresário Frederico Moraes, que representou o Luneng na negociação.

Assim, o Palmeiras consegue o que pretendia, como negociação prioritária: um centroavante.
Nos últimos meses, o clube tentou também a contratação de um volante, mas esbarrou na renovação de Felipe Bastos com o Vasco.

A ideia prioritária era ter um centroavante para a reserva de Barcos -- ou para revezar com ele.
Além de Obina, houve contatos para ter Loco Abreu.

O centroavante do Botafogo deve fechar nesta semana sua transferência para o Figueirense.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Palmeiras deve apresentar Obina

Por Paulo Vinicius Coelho

O gerente de futebol, César Sampaio, do Palmeiras, tem reunião agendada com os empresários Frederico Moraes e Rafael Martins, respectivamente representantes do Shandong Luneng e do jogador, para acertar o retorno de Obina. Embora o gerente palmeirense ainda julgue o preço alto, é provável que o negócio seja fechado nesta segunda-feira.


Obs: Assim como o blog havia noticiado no sábado (23/06), dinheiro a ser utilizado na negociação deverá ser do fundo de investimentos dos Emirados Árabes.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Fundo procurou mesmo o Palmeiras por Ronaldinho, mas negócio não deve sair

Foto: Cedoc/RAC
Por Paulo Vinícius Coelho


O gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, diferente de Arnaldo Tirone, confirma que fundos de investimentos procuraram o clube e tocaram no nome de Ronaldinho Gaúcho. Isso não indica, na sua avaliação, a possibilidade de efetivar o negócio:

"Desde que eu cheguei aqui, fundos de investimentos apareceram todos os dias. Pelo Ronaldinho Gaúcho, também. Mas não só por ele. Mas são coisas que não avançam. Não tem documento, proposta, nada. Acho quase impossível acontecer alguma coisa nesse sentido", diz Sampaio.

A história do fundo de investimento foi divulgada pelo jornalista Paulo Galdieri, na edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo. São árabes e pagariam 80% do salário de Ronaldinho Gaúcho, para que jogasse no Palmeiras. Mas, como Sampaio informou, não houve uma proposta oficial para isso.

Há dois anos, o técnico Luiz Felipe Scolari dizia que Ronaldinho garantiria ao menos um passe decisivo por jogo. Por isso, tinha interesse no atacante. Não há indício de que tenha mudado de ideia.

Mesmo assim, como aqui se escreveu, a única proposta concreta por Ronaldinho é do Shanghai Shenhua, da China.

terça-feira, 13 de março de 2012

Dez razões para acreditar no Palmeiras 2012

(e cinco para desconfiar)

Por Paulo Vinícius Coelho


O ano palmeirense tinha tantas razões para descrença que a coluna deste comentarista, no jornal O Estado de S. Paulo, trazia um título cruel, no dia 1 de janeiro: Feliz 2013, Palmeiras. Hoje, a situação não parece tão trágica e há mais motivos para pensar assim do que a vitória por 6 x 2 sobre o Botafogo.

É fato que os times do interior não servem de parâmetro, especialmente porque registram uma mísera vitória sobre os grandes nas 13 primeiras rodadas do Paulistão. Mas o futebol do Palmeiras anda convincente, com repértório de jogadas, um lateral-esquerdo que dá confiança, um centroavante que faz gols, o melhor ataque do Estadual e uma goleada por 6 x 2 pela primeira vez em seis anos.

Você pode começar a acreditar.

Ou continuar desconfiando até descobrir o que o primeiro semestre trará.
Abaixo, você pode escolher. Dez razões para acreditar, ou cinco para seguir sua desconfiança:

10 RAZÕES PARA ACREDITAR NO PALMEIRAS 2012

1. FAMÍLIA SCOLARI - Marcos Assunção afirmou depois da vitória em Ribeirão Preto que agora, sim, existe uma família no vestiário do Palmeiras. Felipão recuperou a confiança do grupo e o ambiente é muito melhor do que em 2011. Ano passado, além da falta de um elenco respeitável, havia guerra no vestiário e Felipão, sem apoio, não controlava o grupo. A chegada do gerente de futebol, César Sampaio ajudou. Ele começou a trabalhar no dia 7 de novembro. O Palmeiras não perde desde 6 de novembro.

2. O MELHOR ATAQUE - Há tempos, o Palmeiras não tinha um ataque tão competitivo. São 30 gols, o melhor desempenho desde que Felipão voltou ao Brasil e ataque mais positivo do Campeonato Paulista.

3. REPERTÓRIO AMPLO - No início do Paulistão, 47% dos gols saíam dos pés de Marcos Assunção. A participação do volante segue expressiva, mas a dependência diminuiu. Dos 30 gols, 20 não passaram pelo volante, ou dois terços.

4. JOGADAS ENSAIADAS - Dos 10 gols dos pés de Marcos Assunção, sete foram passes, cinco de bola parada. O Palmeiras marcou 13 gols de bola parada, incluindo faltas diretas e pênaltis. As jogadas ensaiadas agora também saem dos pés de Maykon Leite (cobrança contra o Linense) e Daniel Carvalho (cruzamento para gol em Ribeirão Preto).

5. LATERAL-ESQUERDO - Depois de Júnior, o único lateral-esquerdo que agradou a torcida -- e por pouco tempo -- foi Lúcio, durante a Série B. Desde que Juninho chegou, as críticas ao lado esquerdo da defesa desapareceram. O lateral Bola de Prata tomou conta da posição.

6. ALTERNATIVAS - O mesmo não se pode dizer de Cicinho. Ele dá mais opção de jogo ofensivo pela direita do que Artur, mas erra muito ao chegar à linha de fundo. Qual a solução? Ora joga Cicinho, ora Artur. Opção inclusive para mudar o estilo do adversário.

7. INVENCIBILIDADE - A qualidade dos adversários pode ser relativizada, mas time que não perde merece atenção. O Palmerias tem sua maior série invicta desde os 23 jogos de 1998. Já 19 partidas, com 11 vitórias e 8 empates, incluindo a vitória sobre o Ajax, em amistoso. A lista de partidas sem derrota inclui quatro clássicos, vitórias sobre São Paulo, no Brasileirão, e Santos, no Estadual, empates contra Corinthians, no Brasileirão, e São Paulo, no Estadual. 

8. RECUPERAÇÃO DE JOGADORES - O zagueiro Henrique sempre foi querido pela torcida e é o único titular campeão pelo Palmeiras -- fez parte da campanha de 2008. Mas jogou muito mal no retorno da Europa, em 2011. Este ano, voltou a ser um zagueiro confiável.

9. VALDIVIA É SÓ OPÇÃO - Neste ano, Valdivia só jogou bem uma partida, contra o Bragantino na estreia. Ficou fora por seis rodadas e voltou como opção. Ele pode jogar ou ficar no banco e o mesmo vale para Daniel Carvalho. O Palmeiras não depende do chileno.

10. MAYKON LEITE - Para boa parte da torcida, a presença de Maykon Leite é positiva por dois aspectos. Ele joga, Luan, machucado, não atua. Por injusto que seja com Luan, artilheiro do time no ano passado, Maykon Leite tem feito o trabalho tático. Ataca melhor do que Luan e volta marcando quase tanto quanto o antigo titular.

E CINCO MOTIVOS PARA DESCONFIAR

1. MATA-MATA DE UM JOGO SÓ - Ano passado, o Palmeiras fechou a fase de classificação do Paulista em segundo lugar, passou pelo Mirassol e jogou melhor do que o Corinthians na semifinal. Mas não venceu e foi eliminado nos pênaltis. A classfiicação pode ruir em um jogo só, nas semfiinais. O regulamento joga contra.

2. AINDA FALTAM RESERVAS - Tudo está bem com Barcos e Juninho. Mas e se na reta de chegada for preciso escalar um reserva? Fernandão e Ricardo Bueno, no ataque, Gerley, na lateral esquerda, ainda não merecem confiança da torcida.

3. O LADO DIREITO - Wesley deve jogar pelo Palmeiras nas finais do Campeonato, mas o pagamento ainda precisa ser feito nas duas próximas semanas. Enquanto ele não chega, João Vítor dá conta do recado, mas não dá a qualidade de jogo que Felipão deseja.

4.  MELHOR ATAQUE - A última vez que o Palmeiras fechou a primeira fase com o melhor ataque e campanha empolgante foi em 2009. Era o time de Vanderlei Luxemburgo e Keirrison. Nas semifinais, duas derrotas para o Santos acabaram com a festa alviverde.

5. FELIPÃO E OS ESTADUAIS - Felipão nunca foi campeão paulista. Em 1999, ano do título da Libertadores do Palmeiras, perdeu a decisão para o Corinthians, jogando a primeira partida das finais com time reserva. O técnico não conquista uma taça estadual desde 1996, ano em que foi bicampeão gaúcho pelo Grêmio. Talvez essa seja boa notícia. Além do Paulistão e melhor do que ele, Felipão quer ganhar a Copa do Brasil.