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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Emily Lima faz planejamento para 2017

A segunda-feira (9) começou movimentada para a comissão técnica da Seleção Brasileira Feminina. Como já tinha dito no fim de 2016, quando sagrou-se campeã do Torneio Internacional de Manaus, a treinadora Emily Lima iniciou o ano de 2017 reunida com seus companheiros de trabalho.
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
A técnica, seu auxiliar Guilherme Giudice, o analista de desempenho Julio Resende e o supervisor da equipe, Miguel Ernesto, se reuniram desde cedo na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para fazer o planejamento para o ano que se inicia.
Este ano não há competições oficiais para a Seleção Feminina, haverá amistosos nas datas Fifa. O próximo ano, 2018, será de disputa da Copa América, que dá vaga para a Copa do Mundo 2019, na França, e os Jogos Olímpicos 2020, de Tóquio, no Japão.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Emily Lima:“Vou lutar pela profissionalização do futebol feminino”

O ano de 2017 marcará a primeira temporada completa de uma mulher no comando da seleção brasileira de futebol feminino. Trata-se de Emily Lima, anunciada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no início de novembro. Após cinco anos nessa função por outros clubes e seleções de base, a técnica tem planos bem definidos para iniciar seu trabalho a partir de janeiro e com ambiciosa pretensão de provocar mudanças relevantes na modalidade. "Mais importante que os resultados vai ser o legado depois do meu ciclo. Vamos trabalhar para a evolução do esporte e para que haja mais mercado para o futebol feminino no Brasil", afirma ela ao EL PAÍS.

A busca por títulos, como o Torneio Internacional - o primeiro conquistado com Emily no comando, neste mês de dezembro, em Manaus -, fica em segundo plano quando a treinadora fala de suas principais missões para o futebol feminino no Brasil. Uma delas é a forma como trabalhará com a renovação da equipe: "Quero utilizar jogadoras como Marta, Cristiane, Bárbara e Formiga durante toda a minha passagem (na seleção), e vou introduzir as mais jovens para fazer a renovação, como é o caso da Gabi Nunes, que era do sub-20. Essa renovação será gradativa, e até para facilitar a transição as mais experientes serão importantes". A treinadora promete buscar incansavelmente a profissionalização da modalidade no Brasil: "(A profissionalização) é muito importante, e seria um salto tremendo para o futebol feminino brasileiro. Não vamos cansar de tentar. Imagino que teremos algumas (respostas) negativas, mas a gente vai bater nessa tecla até as coisas acontecerem", garantiu.

Foto: CBF
Vice-campeã da Copa do Brasil feminina pelo São José no último mês de outubro, ela assumiu a seleção brasileira após a saída de Vadão, que esteve no comando da equipe por dois anos, dentre eles durante a Olimpíada do Rio, na qual o Brasil encerrou no quarto lugar da modalidade. Apesar do resultado aquém das expectativas, ela pretende aproveitar o que foi feito pelo treinador anterior. "(O trabalho) foi bom dentro do que ele acreditava. Temos que utilizar tudo o que foi aprendido nesse período e aliar à nossa proposta. Não dá para descartar". A partir de janeiro, ela conversará com treinadoras e treinadores de clubes brasileiros para trocar ideias, e também com os dirigentes da CBF, sobre a possibilidade de volta da seleção permanente, que consiste num grupo pré-definido de jogadoras para atuarem e se preparem juntas da comissão técnica, de maneira a impulsionar o entrosamento entre as atletas.

Formada recentemente no curso da Licença B (para treinadores de base) da CBF, Emily se prepara para o curso da Licença A (para o futebol profissional), o qual fará em julho do ano que vem. Há também, entre os cursos da entidade para treinadores, a Licença C e a Licença Pro - a mais avançada das formações do órgão nacional, para "Excelência no Futebol". A técnica crê que "estes cursos são muito importantes para todos que quiserem ingressar no futebol" e reconhece uma evolução considerável em seu trabalho, que alcançou um novo patamar com o convite para comandar a seleção. A responsabilidade de ser a primeira mulher no cargo em que ocupa, segundo ela, é enorme. "Se der certo, vão exaltar e dizer que foi uma ótima escolha. Se der errado, vai abrir espaço para comentários como 'Eu disse que era uma mulher e que isso não era boa ideia'. Independentemente de qualquer resultado, faremos o nosso melhor".

O texto completo você lê aqui

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Emily Lima fala sobre capacitação e treinar times masculinos

Durante sua apresentação oficial como treinadora da seleção brasileira feminina de futebol, Emily Lima falou sobre treinar times masculinos. 

"Quando estava fazendo o curso de técnico da CBF recebi um convite do técnico do São José dos Campos para fazer junto toda a preparação para a Copinha (Copa São Paulo de futebol júnior).  O Guilherme me convidou e seria a primeira vez que eu iria ter essa experiência com homens. Isso já era uma ideia que estava tendo. Não de sair totalmente do feminino, mas de buscar outros desafios e conhecer outro lado do futebol, pois vejo que é bastante diferente. Hoje meu foco é aqui e vou focar 24 horas da minha vida para fazer o melhor trabalho possível e conquistar as competições que teremos nesses quatro anos".
(Foto: Cíntia Barlem)

Além disso, Emily abordou outro tema importante, que é a capacitação de mulheres para serem técnicas de futebol.
"A CBF vem pensando muito nas mulheres tanto que estou aqui. Estive conversando com pessoas e eles vão começar a dar bolsas de estudos dessas licenças de técnico para mulheres. Para nós que trabalhamos com futebol feminino, é muito difícil  ter esse tipo de curso. Foi o melhor curso que fiz, o da licença B. Saí de lá  transformada e com outra cabeça. Para nós, que nos clubes quase não recebemos e precisamos de outra renda para viver,  esse curso é caro, mas vale fazer. Quero ajudar essas atletas que querem ser técnicas conversando com o presidente porque vejo também que elas não querem buscar  ser treinadoras e sim outras áreas como fisioterapia ou preparação física. Poucas querem dar sequência não sei se pela dificuldade passada como atleta. Mas é vital  estudar. Hoje, aqui, eu não posso achar que eu estou preparada, eu tenho que estar preparada. Preciso saber que estou preparada para assumir a seleção. Queria e quero poder ver outras mulheres assumindo não só a seleção, mas outras categorias".

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Apresentada, Emily irá conversar com Tite e quer Marta no próximo ciclo

A CBF apresentou oficialmente Emily Lima como nova técnica da seleção brasileira feminina de futebol. A ex-treinadora do São José-SP assume o lugar de Vadão, que encerrou sua passagem pelo cargo na última terça-feira após pouco mais de dois meses no comando. A nova comandante já teve passagem pela seleção sub-17. A nova comandante afirmou que aposta em Marta e Cristiane por mais quatro anos e irá conversar com Formiga para que não se afaste da seleção brasileira. 
- Eu ainda acredito que a Marta consiga ficar nesse ciclo de quatro anos e a Cristiane também. A Formiga também apostaria, mas ela vai estar com 42 (tem 38 atualmente). Pelo que eu conheço dela. Há 20 anos conheci ela e ela continua jogando da mesma maneira. Vou conversar com ela. Eu apostaria que ainda podemos trabalhar juntas nesse ciclo. Acredito muito nessas meninas mais novas. Apostar na renovação, mas com cautela e calma - afirmou.
Anunciada como uma das 10 finalistas a melhor do mundo pela Fifa nesta quinta, Marta recebeu diversos elogios de sua nova treinadora, que destacou que ela será muito bem aproveitada no novo ciclo.
- Falar o que da Marta? Não tem o que falar. Cinco vezes melhor do mundo, uma atleta completa, onde nós nunca tivemos dentro do nosso país. Nós tivemos outras atletas que destacavam, mas eu vejo a Marta como uma atleta completa. A gente tem que aproveita-la muito bem aqui dentro da seleção dentro desse novo grupo de trabalho.
Ela comentou que já desejava ter um contato com o técnico da seleção masculina, Tite, e que agora esse momento ficará mais facilitado por estar trabalhando também na CBF.
- Uma das perguntas que fiz ao presidente é se eu poderia trocar ideias com Tite. Eu já havia pensando nisso quando ele estava trabalhando em clube. Gostaria de estagiar com ele, trocar ideias. Hoje mais próximo eu espero que isso aconteça, pois vai engrandecer muito meu trabalho. Admiro demais o Tite como pessoa e como profissional.
Emily ressaltou sobre o ineditismo de uma mulher comandando a seleção principal feminina. Ela assegurou que a questão não é ser mulher e sim ter capacidade para o cargo.
- Não acredito que o futebol mude com mulher ou sem mulher. A gente precisa estar capacitado. Vou ter uma relação diferente com as meninas. Já fui atleta e tive dificuldade de passar informações para meus treinadores e para mulheres técnicas tive mais facilidade e me senti mais tranquila e aberta para a troca de ideias. A única mudança seria fora do campo mesmo. Propus ainda uma coaching esportiva ao presidente e isso seria importante e ela seria mulher. Ajudaria no desenvolvimento do trabalho - afirmou Emily em coletiva.
Foto: Cíntia Barlem

Sobre esquemas táticos, a nova técnica deixou bem claro que a ofensividade será algo importante em seu time. Ela, no entanto, assegurou que não provoverá grandes mudanças e constantes, pois busca um modelo de jogo que só será assegurado com sequência.
- Eu venho para cá com uma missão de fazer tudo diferente do que vivi durante 25 anos no futebol. Vou trazer o melhor e mais moderno para a CBF. Vou pensar o modelo que vou utilizar porque no clube eu me adaptava ao que tinha. Vou procurar fazer um esquema ofensivo, com duas linhas de quatro. É melhor não inventar para termos um padrão. Modernizar ao máximo o que eu conseguir. Gosto do jogo apoiado, aproximação. Temos que nos atualizar. Busco informações do futebol da Europa que acho o mais moderno.
A seleção permanente ainda não tem prosseguimento garantido. Questionada sobre o assunto, ela afirmou que o assunto está sendo estudado, mas não é algo a ser decidido no atual momento.
- Nós estamos estudando muito sobre a seleção permanente. Esse é um assunto que vamos priorizar um pouco mais para frente. A seleção permanente vai ser nosso passo seguinte. 
O primeiro desafio de Emily será o Torneio Internacional de futebol feminino em Manaus, em dezembro. Inicialmente, Vadão seria o treinador até o encerramento do ano e comandaria o grupo na disputa. O presidente Marco Polo del Nero, no entanto, optou por já dar uma competição oficial para que a treinadora possa testar opções e encontrar o melhor formato para seu trabalho. O Brasil estreia dia 7 de dezembro diante da Costa Rica. Depois terá pela frente Rússia, dia 11 de dezembro, e Itália, dia 14.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

No Brasil, Bia é "anônima"; na Coreia do Sul, ela não pode andar nas ruas

Por Marina Galeano

Foto: Divulgação


Atleta prodígio da seleção brasileira de futebol e uma das artilheiras da equipe na Olimpíada do Rio ao lado de Marta e Cristiane, Beatriz Zaneratto, 22, já se acostumou a ser abordada por torcedores para tirar fotos e dar autógrafos. Não no Brasil, onde pouca gente a reconhece nas ruas, mas do outro lado do mundo, na Coreia do Sul.
Bia, como é conhecida, tornou-se a maior estrela do Steel Red Angels, clube patrocinado pela Hyundai, que alcançou um novo patamar desde a chegada da atacante há cerca de quatro anos. Até então, o time da cidade de Incheon, próxima à capital Seul, não sabia o que era conquistar um título. Agora, em compensação, vai buscar o tetracampeonato nacional nos próximos dias 20 e 24 deste mês.
"Aqui eles valorizam o futebol feminino. Contamos com o apoio da torcida, os clubes têm uma estrutura impressionante e existem pessoas preparadas", disse a jogadora ao UOL Esporte. Frente à falta de perspectiva da modalidade no Brasil, ela criou coragem para colocar as chuteiras na mala e percorrer milhares de quilômetros em busca de seu sonho. "Eu precisava arriscar".
E nem dá para dizer que Bia não tentou a sorte por aqui antes de se aventurar no continente asiático. Tentou, e muito. As dificuldades começaram cedo, quando ainda era uma adolescente e precisava disputar torneios ao lado dos meninos, porque não havia times femininos. Mesmo assim, insistiu. O talento inegável com a bola nos pés lhe rendeu uma convocação para a seleção sub-17 aos 13 anos. E aí, enfrentou a primeira resistência da família.
"Meu pai falou que só me liberaria para viajar se pudesse ir junto", relembra, aos risos. Seu João, porém, teve de se habituar à distância e à nova realidade da filha. Para continuar jogando futebol, ela rodou o Brasil. Passou pelas "Sereias da Vila" do Santos, pelo Bangu (RJ) e pelo Vitória de Tabocas, no interior de Pernambuco - seu último clube nacional antes de se transferir ao Steel Red Angels.
Foto: Divulgação

A decisão de atravessar o globo terrestre não foi fácil para ninguém. Do lado de cá, os familiares não tinham ideia de como Bia estaria se virando em um país tão distante e com uma cultura tão diferente. E moradia? Alimentação? Do outro lado, a brasileira sofria com a comida - "eles colocam o frango inteiro no prato. Só de ver aquele bicho, me dá calafrios" -, com as temperaturas rigorosas no inverno e com a saudade de casa.
 tempo e a internet amenizaram os problemas. A brasileira conversa com a família todos os dias. Vê filmes legendados e jogos da Liga dos Campeões, navega nas redes sociais. Ainda não comprou uma linha telefônica local, pois a língua coreana continua um enigma. "Vou falar com quem aqui? Não dá para entender o que eles dizem, parece que estão sempre brigando". Aliás, esse é um dos motivos pelo qual seu João pega no pé da filha.
Foto: Divulgação / CBF

"Não é possível estar há quatro anos em um país e não aprender nada do idioma. Mas já fiz uma imposição com o empresário dela e, a partir do ano que vem, a Bia vai ter ao menos que aprender inglês", avisou o funcionário público de 50 anos. Apesar da distância, o pai da atacante acompanha todos os seus passos. E por isso, até hoje, Bia só pode andar de ônibus ou táxi pelas ruas de Incheon.
Pouco depois de chegar à Coreia do Sul, o clube lhe ofereceu um automóvel zero, mas ela recusou. "Eu adoro dirigir, mas meu pai disse 'negativo', e cortou o carro na hora", lamentou a atleta. O argumento de seu João está na ponta da língua. "Ser pai do outro lado do mundo exige algumas decisões extremas. É complicado guiar onde você não conhece a língua e muito menos as leis de trânsito. A Bia dirige muito bem, mas prefiro ela dirigindo aqui no Brasil".
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Seleção enfrenta Costa Rica na estreia do Torneio Internacional de Manaus

A tradicional competição de futebol feminino, que sempre acontece no final do ano, mudou, mais uma vez de cidade e de nome. Em 2016, o torneio terá um novo nome: Torneio Internacional de Manaus e, como o próprio nome diz, será disputada na capital amazonense. 

Tabela definida

Com a ordem dos confrontos definida, a Seleção Brasileira enfrentará a Costa Rica na estreia, depois pega a Rússia e a Itália.

Confira a tabela completa:


7 de dezembro (quarta-feira)
Rússia x Itália
Brasil x Costa Rica
11 de dezembro (domingo)
Itália x Costa Rica
Rússia x Brasil
14 de dezembro (quarta-feira)
Costa Rica x Rússia
Brasil x Itália
18 de dezembro (domingo)
Disputa pelo terceiro lugar
Final

Regulamento 
A competição é um quadrangular em que as quatro seleções se enfrentam, as duas melhores colocadas fazem a final, e as duas com menos pontuação decidem o terceiro lugar. Todos os confrontos serão na Arena da Amazônia.

Hegemonia brasileira
O Brasil é hexacampeão da competição que é disputada desde 2009. A única edição em que a Seleção não ficou com o título foi em 2010, quando o Canadá sagrou-se campeão. Em 2009, 2010, 2011 e 2012, o Torneio foi realizado em São Paulo, em 2013 e 2014, foi em Brasília e, em 2015, em Natal.

Foto: Rafael Ribeiro / CBF


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Vadão convoca Seleção Feminina para amistoso

O técnico da Seleção Feminina, Vadão, convocou 20 jogadoras para a disputa do amistoso contra a França, no próximo dia 16 de setembro, em Grenoble. 
Foto: Ricardo Stuckert/ CBF

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Vadão permanece à frente da seleção feminina até dezembro

Durante a festa de premiação do Campeonato Paulista de Futebol Feminino, o técnico da Seleção Brasileira feminina, Vadão elogiou a iniciativa da instituição e falou do futuro à frente do selecionado brasileiro.

“Esse tipo de evento atrai muita coisa para o futebol feminino. É o respeito, a valorização e a visibilidade para modalidade. Falei para o presidente Reinaldo (Carneiro Bastos) que ele foi muito feliz nas palavras de incentivo, pois não foram promessas e sim palavras sinceras de que a Federação Paulista irá fazer o possível e impossível para que a modalidade siga em frente com qualidade, sempre dando essa visibilidade que é o que o futebol feminino mais precisa hoje em dia”, comentou.

Futuro na seleção 

O comandante ainda fez um balanço dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para o futebol feminino. “Mesmo não ganhando a medalha, foi mostrado que com condições de trabalho, somos capazes de apresentar um bom futebol. Não devemos fazer comparações em relação ao masculino, mas toda a história de conquista está ligada a estrutura que é proporcionada, coisa que falta ao feminino”, revelou.

Foto: Alexandre Loureiro / Exemplus / COB


Sem a medalha, especulou-se a possível saída de Vadão e da comissão técnica do comando da seleção. Sobre seu futuro, ele disse. Foi combinado que permaneceria até os Jogos Olímpicos, mas o presidente pediu para permanecêssemos até dezembro para conversarmos bastante e sabermos qual o rumo que será tomado, mas independente da comissão técnica permanecer ou não, o apoio da CBF não irá deixar de existir que é o mais importante”, concluiu.

É isso que esperamos! 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Após Olimpíada, futebol feminino volta a estádio de Copa, mas para só 194 pagantes

Por Thiago Cara, do ESPN.com.br

Menos de uma semana após a disputa da medalha de bronze na Arena Corinthians, em São Paulo, o futebol feminino brasileiro voltou a um estádio de Copa do Mundo nesta quarta-feira. Foi o início do segundo campeonato mais importante do país, mas, longe do glamour dos Jogos Olímpicos, apenas 194 pessoas pagaram para ir à Arena das Dunas, em Natal.

A partida, entre União, do Rio Grande do Norte, e Caucaia, do Ceará, pela Copa do Brasil feminina, estava inicialmente marcada para o estádio Manoel Barretto, o Barrettão, em Ceará-Mirim (RN), com capacidade para 10 mil pessoas, mas teve o local alterado no último dia 18, véspera de Brasil x Canadá pelo bronze olímpico, a pedido do clube mandante.

Foto: Divulgação


A comunicação do estádio que recebeu quatro jogos do Mundial definiu o duelo, às 15h, como "uma ótima oportunidade de valorizar o futebol feminino e conhecer a Arena". Os ingressos tinham preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Foram 279 presentes e apenas 194 pagantes, o pior registro da história do local desde sua inauguração, em janeiro de 2014.

Em termos de pessoas no estádio, o número só não é mais baixo do que o recebido em partida sub-19 entre América-RN x ABC-RN, pelo campeonato estadual da categoria, que teve público total de 247 pessoas. Na ocasião, também em jogo às 15h, em uma sexta-feira, porém, foram 233 pagantes, para uma renda de R$ 1.815 - nesta quarta, R$ 1.520.
Drama também dentro de campo
Com a bola rolando, o União venceu por 3 a 1, com gols de Mirla, Marcela e Andreia - Vanusa diminuiu para o Caucaia. Apesar da derrota, o time visitante é o oitavo colocado no ranking nacional do futebol feminino brasileiro e seis vezes campeão estadual. Resultado, então, surpreendente? Não sabendo das condições da equipe...
Embora seja o atual campeão, o Caucaia sequer disputará o Cearense em 2016 em virtude de dificuldades financeiras. A participação na Copa do Brasil só foi possível pela cota recebida da CBF, ainda assim, com elenco reduzido e viagem de ônibus. Na Arena das Dunas, por exemplo, eram apenas 13 jogadoras disponíveis e comissão técnica incompleta.
Segundo a súmula da partida, o time visitante só apresentou técnico, Antonio Sergio Filho, e auxiliar, Antonio Nobre de Lima. Para preencher os seis profissionais previstos no Regulamento Geral de Competições da CBF, faltaram um médico, um preparador físico, um massagista e um preparador de goleiros para o Caucaia.
Só um entre tantos casos
Na primeira rodada da Copa do Brasil feminina, a ausência de profissionais na beira do campo foi regra e não exceção. Entre os 26 times que entraram em campo, só o Araranguá, de Santa Catarina, tinha seis pessoas na comissão técnica. A maioria das equipes não contava com preparador de goleiras (16), mas 12 jogaram sem sequer um médico(a) à disposição (a súmula de São Raimundo-RR x Iranduba-AM não foi divulgada) .
No empate entre JV Lideral-MA e Tiradentes-PI, nenhum dos dois times tinha médico, e o profissional da ambulância presente no estádio foi quem prestou serviços às equipes. Por sorte, o Náutico-PE era um dos clubes que contava com uma médica, já que uma de suas atletas, Suzan, desmaiou em campo, após choque de cabeça com Betânia, do Botafogo-PB - se fosse o contrário, os visitantes não teria ninguém para atendar sua jogadora.
Veja todos os resultados de quarta-feira na Copa do Brasil feminina:
União Desportiva-AL 2 x 4 Vitória-PE
Cresspom-DF 7 x 0 Aliança-GO
União-RN 3 x 1 Caucaia-CE
Boca Junior-SE 0 x 15 São Francisco-BA
Barcelona-RJ 1 x 0 Comercial-MS
Estância Velha-RS 2 x 2 Chapecoense-SC
Araranguá-SC 1 x 1 Foz Cataratas-PR
Náutico-PE 0 x 1 Botafogo-PB
JV Lideral-MA 2 x 2 Tiradentes-PI
Intercap-TO 0 x 3 São José-SP
Vila Nova-ES 4 x 0 Ipatinga-MG
Porto Club-RO 1 x 1 Atlético-AC
São Raimundo-RR 0 x 1 Iranduba-AM

* São Francisco-BA e São José-SP já estão classificados para a segunda fase, sem necessidade do jogo de volta, por terem vencido como visitantes por três gols de diferença.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Cúpula da CBF discute extinção de seleção permanente de futebol feminino

Por Martin Fernandez e Vicente Seda


O desempenho do futebol feminino no torneio olímpico pode ter um impacto ainda maior para o esporte no país do que ter terminado sem medalha. Há gente muito influente na entidade defendendo uma revisão, após a Rio 2016, do custeio de uma seleção permanente, com a CBF pagando mensalmente as jogadoras. Um dos figurões da entidade, em conversa informal com o blog, não viu vantagens para a confederação em manter o modelo e fez a seguinte leitura: o resultado não veio, elogios pela iniciativa também não, e sobrou apenas a conta para pagar. O trabalho de Marco Aurélio Cunha, no entanto, é bem avaliado internamente.

A tendência é de que o trabalho de monitoramento e desenvolvimento do esporte continue - nos últimos dois anos centenas de atletas no Brasil e no exterior foram observadas -, mas o conceito de seleção permanente está no cadafalso. Disse o dirigente que apesar dos esforços o futebol feminino não "pega" no Brasil - embora muita gente tenha se empolgado com o desempenho inicial da seleção feminina, especialmente enquanto a masculina sofria na primeira fase olímpica. Certo é que nos próximos dias esse tema será discutido.


Um ponto é bastante sensível: a Fifa, com quem a relação de Marco Polo del Nero pode azedar a qualquer momento por conta de uma investigação do Comitê de Ética iniciada em novembro do ano passado, tem como uma das suas bandeiras o desenvolvimento do futebol feminino - e dá alguns recursos à CBF com este fim. O novo presidente, Gianni Infantino, promoveu a entrada de mais mulheres no Conselho - ex-Comitê Executivo - e deu a uma mulher a secretaria-geral, o segundo cargo na hierarquia da entidade. A extinção do modelo de seleção permanente, uma peculiaridade do esporte no Brasil, pode não inspirar muita simpatia em Zurique.

Infantino visitou a CBF recentemente. Há quem diga que foi vítima de uma armadilha política de Del Nero e não ficou nada satisfeito em participar da reunião na sede da entidade. Mas os caciques da CBF negam a história com veemência. De qualquer forma, como já ficou claro quando a Fifa tentou punir Del Nero com devolução de verbas da entidade - e depois voltou atrás por pressão da CBF por não haver condenação -, a relação entre as entidades depois dos escândalos de 2015 é instável. 

O panorama para o futebol feminino brasileiro, sem competições realmente fortes e apoio efetivo para boa parte das as atletas fora da seleção, é incerto.

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Formiga faz apelo: "Não desistam de nós"

do UOL, em São Paulo

Após terminar no quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Formiga confirmou sua aposentadoria da seleção brasileira e aproveitou para fazer um apelo aos torcedores, dirigentes e todos que acompanham o futebol feminino.
Foto: Alexandre Schneider/Getty

Quando perguntada se essa seria sua despedida da seleção, Formiga, muito emocionada, confirmou. “É né... Tenho que agradecer todo brasileiro por essa força, eles nos apoiaram o tempo todo. Não é fácil, não é o que a gente queria, todo mundo sabe”, completou.
Marta, eleita melhor jogadora do mundo por cinco vezes, fez questão de valorizar a trajetória de Formiga no futebol feminino. “Ela é excepcional, uma atleta fantástica, um super ser humano. É única. O futebol feminino vai perder muito com ela fora. Espero que ela possa continuar ajudando a modalidade de alguma outra forma”, finalizou a camisa 10 da seleção.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Derrota do futebol feminino serve de alerta à realidade da modalidade

Por Blog do Paulinho 

martafifa

Diferentemente de anos anteriores, a Seleção de Futebol feminino do Brasil não chegou aos Jogos Olímpicos como favorita, fruto de atuações inconstantes em amistosos e campeonatos disputados, recentemente.

Porém, durante o torneio, em clara superação estimulada pelo desejo das mais veteranas em encerrar o ciclo da carreira com vitória, e das iniciantes em entrar para a história com a conquista de medalha olímpica, as brasileiras jogaram mais do que podiam, por algum tempo.

Encantaram os torcedores, mas o limite chegou.

São amplamente conhecidos das adversárias os pontos fortes do elenco brasileiro, razão pela qual, a cada ano, tirando uma ou outra partida mais inspirada, nossas jogadores tem sido marcadas com mais facilidade.

Falta renovação, política de esporte e administração competente da CBF.

A derrota nos Jogos, apesar de triste, serviu para evitar que a poeira da mentira encobrisse a verdade do descaso de nossos dirigentes com o futebol feminino.

No Brasil, os campeonatos são medíocres (quando existem), as jogadoras, em regra, sobrevivem no limite da miséria financeira, e, ainda assim, são usadas (sempre em períodos midiáticos, como Olimpíadas e Mundiais) para a promoção de cartolas, como Marco Aurélio Cunha (responsável pela Seleção, na CBF), em verdade incompetentes e aproveitadores sorridentes da desgraça esportiva de toda uma geração.

Milagres como o fenômeno Marta (cinco vezes eleita a melhor do mundo) e a excepcional Formiga, símbolo máximo de entrega ao esporte são fruto de seus próprios esforços, desamparadas que foram no início de carreira, acolhidas apenas ao se tornarem, involuntariamente, objetos de cobiça da cartolagem.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Seleção feminina, que encantou nos Jogos, termina como a masculina começou

Por Mário Magalhães

Foto: Paulo Whitaker / Reuters


Nas duas primeiras partidas da Olimpíada, a seleção feminina de futebol emplacou 3 a 0 na China e 5 a 1 na Suécia.
Não anotou nenhum gol contra a África do Sul, a Austrália e a Suécia.
Hoje fez um no Canadá, no belo estádio do Corinthians, mas perdeu por 2 a 1 na disputa do bronze.
Nossas bravas jogadoras partem dos Jogos sem medalhas.
É possível dizer que nos três jogos anteriores o time encontrou antagonistas fechadinhos, impressionados com os oito gols.
As canadenses, ao contrário, ousaram e se deram bem.
Marcaram um com Rose, em contra-ataque, e outro com Sinclair, aproveitando erro na saída de bola.
O Carrossel Tropical de movimentação intensa do começo da competição emperrou.
Transformou-se numa equipe estática e previsível, apesar do admirável espírito de luta.
Em contraste com a seleção masculina, a feminina foi piorando.
O fim do sonho pelo ouro, nos pênaltis da semifinal com as suecas, abateu-a. As cabeças foram para o espaço.
O Canadá acertou duas bolas na trave. Deu um banho no primeiro tempo. O Brasil cresceu após o intervalo.
A seleção de Marta, Formiga e companhia lutou até o fim. Beatriz diminuiu, mas não deu para virar.
Nenhum time, incluindo os de mulheres e os de homens, aliou tanto eficiência e arte quanto a seleção feminina nos dois primeiros jogos.
Só isso já vale a gratidão de quem ama o futebol.
Gracias!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Desabafo - Futebol Feminino perdeu o Ouro nas Olimpíadas (vídeo)

Ainda não será desta vez que as meninas do Brasil serão recompensadas com um ouro por todo o esforço que são obrigadas a fazer fora de campo. Mesmo com o Maracanã lotado, Marta e cia. não conseguiram sair do 0 a 0 contra a retrancada Suécia. Depois, acabaram derrotadas nos pênaltis por 4 a 3 e deram mais uma vez adeus ao sonho olímpico.



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Vadão critica futebol feminino do Brasil: "não temos trabalho de base"

Por Pedro Ivo Almeida

Na véspera da semifinal do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro contra a Suécia, o técnico da seleção feminina, Vadão, fez críticas ao atual estágio do futebol feminino no Brasil. Para ele, a empolgação da torcida e a boa campanha em casa podem ajudar no desenvolvimento da modalidade no país.

Foto:Fabio Aleixo/UOL

O tom crítico do treinador não chega a ser uma novidade. Antes da Olimpíada, na véspera da estreia, contra a China, Vadão já tinha pedido mais atenção ao trabalho de formação: "A medalha [de ouro] não salvará o futebol feminino no Brasil. Só será salvo quando todos se abraçarem e falarem: vamos realmente trabalhar e desenvolver a modalidade aqui. É isso que falta".
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Formiga diz que troca medalha por espaço para mulheres nos grandes clubes

Por Luis Augusto Simon

Formiga sonha com o ouro olímpico desde 1996, quando, aos 18 anos, era uma garota entre feras. No caminho, até se tornar um "mito", como é chamada por garotas como a atacante Bia, foram dois bronzes e duas pratas conquistadas.

"Troco tudo que conquistei e o que posso conquistar pela implantação do profissionalismo no Brasil. Sem pensar um momento", diz, com voz baixa e tímida, no luxuoso hotel em que estão concentradas.
A argumentação que defende a troca é baseada no total desprendimento. "Eu não teria medalha, mas o Brasil ganharia muitas. Basta profissionalizar para que venha o ouro muitas vezes".
Formiga, já com 38 anos, vai se aposentar. E promete continuar brigando pelo seu esporte. "Não vou parar de falar. As coisas precisam melhorar".
O que pede é pouco. Um calendário. Poder jogar em seu país. Banalizar o que se vê de tempos em tempos. "Quando a gente joga aqui, o carinho é enorme. Todo mundo gosta da gente. É um sucesso. Por que os clubes não montam times femininos? Impossível dar errado".

Pode ser. Mas é muito mais fácil conquistar a medalha de ouro do que esperar por bom senso de cartola. O jeito, então, é se concentrar no que falta. A Suécia, por exemplo. Formiga dá um sorriso do tipo – "você não está entendendo nada" – quando se fala que a goleada na primeira fase mostra que a semifinal será fácil.
"Vai ser um jogo complicadíssimo. Elas eliminaram os EUA, elas tem uma grande treinadora e vão jogar da mesma maneira contra a gente. Precisamos paciência", diz a volante que se inspira em Dunga.
Formiga está ali, à frente da zaga de maneira onipresente. Disputa pelo alto, dá carrinho, cobre as laterais... Faz pouca falta. “E mesmo assim, dizem que sou desleal. Um exagero”.
No início, não era assim. A garota Miraílde infernizava, com dribles e mais dribles, os garotos da vizinhança, em Salvador. Entre eles, os irmãos que, ciumentos, descontavam com alguns socos.

A animosidade parou quando se pensou na possibilidade de escalar a irmã no time da rua, o Flamenguinho de Vila Lobato. O primeiro drible por entre as pernas do adversário foi comemorado pelo time todo. "Eu era abusada mesmo".
Hoje, Formiga é mais centrada. Gosta de ler livros com mensagem espírita, conversa muito com as mais novas e sente saudades imensas de quem já não está em busca de ouro. “Roseli, Pretinha, Sissi...Tanta gente boa. Queria ganhar por elas também. Ah, a Michael Jackson, que me ensinou tanto”.
Falta pouco. Depois, Formiga gostaria de ser uma dirigente ou treinadora. De futebol feminino. Se não der..."Já estou feliz. Minha mãe sempre me ajudou e eu pude retribuir. Temos uma casa em Salvador. Está bom para mim".
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