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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

VÍDEO: a reação de Hope Solo ao saber da suspensão de seis meses


Por Brasil Mundial FC 

Após a eliminação dos Jogos Olímpicos, Hope Solo não se conteve e chamou as adversárias suecas de covardes logo depois do confronto nas quartas de final. A declaração acabou causando sua suspensão por seis meses da seleção americana e também o encerramento de seu contrato com a federação de futebol do país - as atletas do time nacional possuem vínculo com a entidade. A revista People teve acesso a parte de um documentário que está sendo feito. Uma das personagens é justamente a goleira. No momento em que ela ficou sabendo da suspensão, a equipe de TV estava junto e filmado o ocorrido. Confira aqui o vídeo.



- 17 malditos anos (Seventeen f------ years) e acabou - afirmou Hope Solo no vídeo. 

- Seis meses de suspensão - diz ainda a goleira abraçando seu marido, o ex-jogador da NFL Jerramy Stevens, em uma sala de conferência de um hotel em Seattle. Ela havia acabado de se reunir com a técnica da seleção americana Jill Ellis e o chefe da Federação de futebol, Dan Flynn, para escutar a punição.

E complementou: 

- Sem pagamento. Encerraram o contrato. Efeito imediato.

- Contrato encerrado. Não somente uma suspensão. 

Após a suspensão, Solo também pediu a liberação do seu clube, o  Seattle Reign, clube da National Women's Soccer League.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Após Olimpíada, futebol feminino volta a estádio de Copa, mas para só 194 pagantes

Por Thiago Cara, do ESPN.com.br

Menos de uma semana após a disputa da medalha de bronze na Arena Corinthians, em São Paulo, o futebol feminino brasileiro voltou a um estádio de Copa do Mundo nesta quarta-feira. Foi o início do segundo campeonato mais importante do país, mas, longe do glamour dos Jogos Olímpicos, apenas 194 pessoas pagaram para ir à Arena das Dunas, em Natal.

A partida, entre União, do Rio Grande do Norte, e Caucaia, do Ceará, pela Copa do Brasil feminina, estava inicialmente marcada para o estádio Manoel Barretto, o Barrettão, em Ceará-Mirim (RN), com capacidade para 10 mil pessoas, mas teve o local alterado no último dia 18, véspera de Brasil x Canadá pelo bronze olímpico, a pedido do clube mandante.

Foto: Divulgação


A comunicação do estádio que recebeu quatro jogos do Mundial definiu o duelo, às 15h, como "uma ótima oportunidade de valorizar o futebol feminino e conhecer a Arena". Os ingressos tinham preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Foram 279 presentes e apenas 194 pagantes, o pior registro da história do local desde sua inauguração, em janeiro de 2014.

Em termos de pessoas no estádio, o número só não é mais baixo do que o recebido em partida sub-19 entre América-RN x ABC-RN, pelo campeonato estadual da categoria, que teve público total de 247 pessoas. Na ocasião, também em jogo às 15h, em uma sexta-feira, porém, foram 233 pagantes, para uma renda de R$ 1.815 - nesta quarta, R$ 1.520.
Drama também dentro de campo
Com a bola rolando, o União venceu por 3 a 1, com gols de Mirla, Marcela e Andreia - Vanusa diminuiu para o Caucaia. Apesar da derrota, o time visitante é o oitavo colocado no ranking nacional do futebol feminino brasileiro e seis vezes campeão estadual. Resultado, então, surpreendente? Não sabendo das condições da equipe...
Embora seja o atual campeão, o Caucaia sequer disputará o Cearense em 2016 em virtude de dificuldades financeiras. A participação na Copa do Brasil só foi possível pela cota recebida da CBF, ainda assim, com elenco reduzido e viagem de ônibus. Na Arena das Dunas, por exemplo, eram apenas 13 jogadoras disponíveis e comissão técnica incompleta.
Segundo a súmula da partida, o time visitante só apresentou técnico, Antonio Sergio Filho, e auxiliar, Antonio Nobre de Lima. Para preencher os seis profissionais previstos no Regulamento Geral de Competições da CBF, faltaram um médico, um preparador físico, um massagista e um preparador de goleiros para o Caucaia.
Só um entre tantos casos
Na primeira rodada da Copa do Brasil feminina, a ausência de profissionais na beira do campo foi regra e não exceção. Entre os 26 times que entraram em campo, só o Araranguá, de Santa Catarina, tinha seis pessoas na comissão técnica. A maioria das equipes não contava com preparador de goleiras (16), mas 12 jogaram sem sequer um médico(a) à disposição (a súmula de São Raimundo-RR x Iranduba-AM não foi divulgada) .
No empate entre JV Lideral-MA e Tiradentes-PI, nenhum dos dois times tinha médico, e o profissional da ambulância presente no estádio foi quem prestou serviços às equipes. Por sorte, o Náutico-PE era um dos clubes que contava com uma médica, já que uma de suas atletas, Suzan, desmaiou em campo, após choque de cabeça com Betânia, do Botafogo-PB - se fosse o contrário, os visitantes não teria ninguém para atendar sua jogadora.
Veja todos os resultados de quarta-feira na Copa do Brasil feminina:
União Desportiva-AL 2 x 4 Vitória-PE
Cresspom-DF 7 x 0 Aliança-GO
União-RN 3 x 1 Caucaia-CE
Boca Junior-SE 0 x 15 São Francisco-BA
Barcelona-RJ 1 x 0 Comercial-MS
Estância Velha-RS 2 x 2 Chapecoense-SC
Araranguá-SC 1 x 1 Foz Cataratas-PR
Náutico-PE 0 x 1 Botafogo-PB
JV Lideral-MA 2 x 2 Tiradentes-PI
Intercap-TO 0 x 3 São José-SP
Vila Nova-ES 4 x 0 Ipatinga-MG
Porto Club-RO 1 x 1 Atlético-AC
São Raimundo-RR 0 x 1 Iranduba-AM

* São Francisco-BA e São José-SP já estão classificados para a segunda fase, sem necessidade do jogo de volta, por terem vencido como visitantes por três gols de diferença.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Vadão critica futebol feminino do Brasil: "não temos trabalho de base"

Por Pedro Ivo Almeida

Na véspera da semifinal do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro contra a Suécia, o técnico da seleção feminina, Vadão, fez críticas ao atual estágio do futebol feminino no Brasil. Para ele, a empolgação da torcida e a boa campanha em casa podem ajudar no desenvolvimento da modalidade no país.

Foto:Fabio Aleixo/UOL

O tom crítico do treinador não chega a ser uma novidade. Antes da Olimpíada, na véspera da estreia, contra a China, Vadão já tinha pedido mais atenção ao trabalho de formação: "A medalha [de ouro] não salvará o futebol feminino no Brasil. Só será salvo quando todos se abraçarem e falarem: vamos realmente trabalhar e desenvolver a modalidade aqui. É isso que falta".
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Olímpicas 6: para CBF, clubes que não montam times femininos de futebol têm que fazer sua parte

Por Mauro Cezar Pereira

Marta & Companhia estão em alta. As mulheres que formam a seleção brasileira de futebol têm lotado os estádios onde jogam e sido elogiadas, contam com a simpatia do torcedor e alcançam visibilidade inédita para a modalidade no país. Mas e depois dos Jogos Olímpicos, a carruagem vai virar abóbora? O sonho irá acabar?
Afinal, o que está sendo feito e o que mais pode ser providenciado para aproveitar o momento? O blog entrevistou Marco Aurélio Cunha, coordenador de Futebol Feminino da CBF, que fala sobre planos e dificuldades enfrentadas e cita o desinteresse dos clubes mais tradicionais, que em maioria sequer têm times formados por mulheres.

Foto: Divulgação / CBF
Marco Aurélio Cunha, coordenador de Futebol Feminino da CBF: clubes não têm times
Existem possibilidades reais de a CBF criar um torneio sério de Futebol Feminino, caso o as meninas conquistem o ouro, pontos corridos, calendário ano inteiro?

Marco Aurélio Cunha: Sempre desejamos isso. Na TV aberta? Na fechada? Quem paga viagens com tantos jogos? Os clubes estão dispostos? Meu São Paulo não tem time feminino. O Flamengo é a Marinha. Primeiro os clubes têm que fazer sua parte.



Em suma, embora o Profut cobre, os clubes não montam times femininos e por isso a CBF não faz um calendário longo?
Marco Aurélio Cunha: O Profut não obriga a ter times disputando campeonatos profissionais e sim em " fomentar " a modalidade, ou seja, escolinhas e base. Poderia ser mais exigente.
Hoje quantas equipes adultas estariam aptas a disputar um campeonato brasileiro pelo ano todo, como no masculino?
Marco Aurélio Cunha: Nem 10 nesses moldes, pagando custos. Nosso campeonato, por fases de classificação tem 20 times. E menos jogos por isso.
É inviável um calendário mais longo pela pequena quantidade de times?
Marco Aurélio Cunha: Viável é sim. Teríamos que estimular e subsidiar como é feito, mas em maior volume financeiro. A Caixa Econômica dá 10 milhões para o Campeonato via Sport Promotion.
Por que?
Marco Aurélio Cunha: Porque tem os direitos do campeonato. Ninguém queria no passado da CBF e eles fazem.
Você luta para o campeonato ficar sob a batuta da CBF, certo? Acontecendo, quais seriam as medidas mais imediatas viáveis, aproveitando o momento olímpico e a visibilidade que proporciona?
Marco Aurélio Cunha: Eles fazem bem, mas têm seus limites e interesses legítimos. 
Eu prefiro que num breve futuro sejamos capazes de fazer. Mas temos que respeitar.

O que pôde acontecerá de positivo no curto prazo em função dos jogos olímpicos?
Marco Aurélio Cunha: Difícil falar agora. O ganho visual da modalidade foi fundamental. Depois da Olimpíada vão todas para o exterior. É criar um novo ciclo olímpico com as mais jovens e manter o trabalho estruturando base e cobrando dos clubes sua participação.
O que acontecerá com as meninas que saíram de seus clubes para, pelo menos momentaneamente, integrar a seleção permanente?
Marco Aurélio Cunha: Elas todas já estão se acertando com clubes de fora. As que ficarem manteremos treinando com as Sub-20 ou jogando em clubes do Brasil. É preciso saber o que elas vão fazer, temos já acertado um amistoso com a seleção francesa em setembro, na França, o torneio de fim de ano em Manaus. Temos agenda em datas Fifa.


As cinco atletas da seleção permanente deverão sair do país?
Marco Aurélio Cunha: Foram encontrando propostas interessantes a partir de março e saindo. Isso deve ocorrer novamente. Talvez com as goleiras não. Outras se acertam com clubes do Brasil. A seleção pode ser permanente, as atletas não.
Elas não ficarão sem mercado, quem não for para o exterior e ficar sem clube aqui no Brasil segue na seleção permanente?
Marco Aurélio Cunha: Essa é a ideia aprovada. Tem uma que rompeu o tendão de Aquiles pelo Iranduba de Manaus e está sendo tratada em São Paulo, onde foi operada em apartamento alugado pela CBF, recebendo salários e diárias como as convocadas, chama se Thayla, zagueira. É assim que eu trabalho. Aconteceu com a Bruna Benites e com a Debinha, que hoje estão na Olimpíada. Lesão de cruzado anterior. Tratadas nesse mesmo procedimento e hoje reabilitadas e jogando na seleção permanente. Bruna me disse que após Olimpíada irá para a Noruega. Olha o que a seleção permanente proporcionou a ela.
A CBF arrecada bem com o futebol masculino, parte dessa verba subsidia o feminino, certo? O que mais a confederação pode e pretende fazer?
Marco Aurélio Cunha: Acho que ela pode estimular campeonatos, torneios, fazer como está fazendo. Temos duas seleções classificadas nos mundiais Sub-17, em setembro e outubro na Jordânia; e Sub-20 na Papua Nova Guiné, em novembro. E estão indo aos Estados Unidos, a Sub-17 fez dois jogos com a seleção americana há alguns dias, 2 a 2 e 1 a 1 em Chicago. A Sub-20 vai para um torneio em Los Angeles, todos preparatórios para os Mundiais. Todos os custos, passagens, pagos pela CBF.

Foto: Getty Images
Marta: carisma junto ao público na Rio 2016 dá inédita visibilidade ao futebol feminino
A CBF deixou de cumprir promessas, com jogadoras sem carteira assinada e benefícios?
Marco Aurélio Cunha: É só perguntar para as que estão na seleção. A CBF propôs, houve um questionamento se não perderiam o Bolsa Atleta pelo registro. Depois de recolhidas as carteiras e feito um estudo jurídico sobre o assunto, que era inédito. Por isso demorou, a própria Suntaque (goleira), quando eu não ainda não estava na CBF; veio comunicar que não queriam mais o registro por receio de perder a Bolsa Atleta. Agora vem com isso porque, já veterana, perdeu espaço na Seleção.
Algum contato com os clubes foi ou será feito para que montem mais times femininos e a modalidade cresça?
Marco Aurélio Cunha: A todo momento conversamos com presidentes de federações para que incentivem estaduais da modalidade, campeonatos Sub-20 e Su-17. Eles estão estimulados a fazer. O problema é o custeio dos clubes, almoço, viagem e hotel custam caro. E as distâncias, enormes. O problema está aí, além dos campos, vestiário, material esportivo, alojamentos...
Não seria razoável regionalizar competições? Pela logística?
Marco Aurélio Cunha: Ela já é regionalizada, o que faz diminuir o número de jogos. Mas todos querem enfrentar os times do Sudeste, até para apresentar suas jogadoras. O grande futebol feminino está em São Paulo. Regionalizado totalmente perdemos bons times no início da fase eliminatória e não conhecemos revelações de longe.
A televisão mostra quantos jogos aproximadamente?
Marco Aurélio Cunha: A TV Brasil, acordo do governo com a Sport Promotion. Neste último campeonato pedi a todas fechadas e consegui com a Sportv, que passou alguns jogos e as finais. Já foi bom.
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