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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

QUANDO UM ADULTO FALA TANTA BOBAGEM QUE SE ESQUECE DO QUE DIZ

Andrés Sanches
Por James Akel 

Em 3 de dezembro de 2010, presidente do Corinthians, Andrés Sanches, também criticou a postura do governador de Brasília. 

“O governador eleito tem que primeiro assumir, antes de sair falando. E, depois, ele tem que fazer estádio para 40 mil. Ele tem que cuidar da população e não colocar dinheiro público em estádio”, afirmou.

Parece que a crítica ao governador de Brasília não serve aos políticos paulistas que fizeram a mesma coisa beneficiando o Corinthians.

Andrés, com esta postura incoerente, já pode ser presidente da CBF.

sábado, 22 de outubro de 2011

Corinthians é apequenado por seu próprio torcedor

Por Blog do Paulinho

Logo após o anuncio oficial do “Fielzão” como sede da abertura do Mundial de 2014, passei algumas horas verificando a reação popular, nas mais diversas mídias sociais.

Decepção quase que total.

"Comemoravam alucinadamente o assalto dos próprios bolsos com uma inconseqüência assustadora, como se tivessem vencido uma final de campeonato".

Pelo contrario, estão perdendo, e nem se deram conta ainda.

Ou pior, sabem, mas não estão se importando, tamanho o grau de demência daqueles que preferem ser torcedores antes mesmo de exercer a cidadania.

Sob o pretexto de engrandecer o nome do Corinthians, tratam, na verdade, de apequená-lo, expondo-o ao ridículo de tratá-lo como incapaz de construir seu próprio estádio sem roubar dinheiro dos cofres públicos.

Ou elevando à categoria de “salvador da pátria”, um presidente que apenas abriu a porta do clube para que muitos pudessem se locupletar.

Sim, porque se tem alguém que, de fato, teve grande atuação na construção do “Fielzão”, este se chama Luis Inácio Lula da Silva.

E, isso, na verdade, não se trata de um elogio.

Esqueceram-se até que, sem o terreno, dificilmente o Corinthians poderia sequer sonhar com o empreendimento.

O que torna o nome de Vicente Matheus bem mais importante do que o de muitos que estão, hoje, aparecendo nas fotos.

Aplaudindo a construção de um estádio a todo custo, ou até mesmo sua indicação ao Mundial, como se fosse comprovação de grandeza, o torcedor corinthiano revela um complexo de inferioridade incompatível com a grandeza de um clube tão glorioso.

Pobre das pessoas que pensam, e estão indignadas perante esse lamentável estado de coisas, muitos deles torcedores do Corinthians, envergonhados em ver o nome do clube de coração jogado à lama, no meio de um número incontável de negociatas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O “Fielzão” será Estádio Luiz Inácio Lula da Silva

Por Téo José


Já está definido, pelo presidente Andrés Sanchez, o nome do estádio do Corinthians, em Itaquera. Será uma homenagem ao ex-presidente do Brasil e se chamará: Luiz Inácio Lula da Silva. Depois deve ganhar o apelido de Lulão, como a maioria das praças esportivas do país.
Claro que pode aparecer ainda alguma empresa para também dar nome. Mas, independentemente disto, o nome oficial será o do ex-dirigente da nação. Lula foi fundamental para fechar alguns acordos com objetivo de colocar, em prática, o velho sonho do torcedor corintiano.
Lula já foi avisado e, claro, gostou bastante desta homenagem. O ex-presidente também terá um camarote especial, e vitalício, no estádio.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

R$ 300 milhões durante 20 anos para dar nome ao Itaquerão é pouco

Por Robson Morelli

O Estadão (jornais o Estado de S. Paulo, estadão.com e JT) divulgou hoje que o Corinthians tenta vender o nome do Itaquerão por R$ 300 milhões. Um bom dinheiro quando se pensa no todo. Parte desse montante seria adiantada. O restante, pagos em parcelas a definir. A oferta de um banco privado está sobre a mesa do presidente Andres Sanches, informa o repórter Wagner Vilaron.

Digo é que dinheiro de pinga. O tal banco quer fazer o acordo por 20 anos. O Corinthians força a barra para assinar por 15 temporadas. Vamos às contas: R$300 milhões por 20 anos daria ao clube R$ 15 milhões/ano. Ou seja, R$ 1,25 milhão por mês. O Corinthians fez isso com algumas bilheterias nesta temporada jogando no Pacaembu quando nadava de braçadas na liderança do Brasileiro. E em um único jogo. Se fizesse três partidas em casa nessas condições (nunca duvide dos torcedores corintianos), levariaR$ 3,75 milhões por mês.

Se a conta fechar nos 15 anos, o clube ganharia um pouco mais: R$ 1,67 milhão por mês.

Como disse, é dinheiro de pinga para o futebol, para o Corinthians.

Mas é dinheiro. E quando se passa o pires, qualquer gorjeta ajuda. O contrato é que vai mandar, definir o que cada parte tem direito. O clube pode ‘inventar’ outras estratégias no Itaquerão para engrossar as receitas desde que o dono do nome concorde. As rendas ficarão para quem? O Corinthians pode muito bem somente negociar as rendas dos fins de semana. As bilheterias dos jogos de quarta-feira ficam para ele. É tudo uma questão de composição.

O ganho é poder antecipar receitas que só viria quando o último tijolo fosse assentado, lá para dezembro de 2013, se tanto. A diretoria corintiana tem apenas essas proposta, mas acredita poder receber mais depois que o Itaquerão ganhar uma cara, uma forma. Por enquanto é só terreno tratado. Está favorável a esperar um pouco mais.

ALGUNS EXEMPLOS

Os Estados Unidos são os campeões nesse negócio, e os clubes de lá têm feitos acordos de dar inveja. O acordo entre o time de beisebol do New York Mets com o Citigroup foi no valor de US$ 400 milhões (R$ 600 milhões) por 20 anos. Na Europa, principalmente na Inglaterra, as dobradinhas têm sido na casa dos R$ 400 milhões por 15 anos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ações populares podem paralizar obras do “Fielzão”

Ricardo Teixeira e Andrés Sanches
Por Blog do Paulinho

Indignada, a população de São Paulo começa a reagir contra a derrama de dinheiro público destinada à construção do “Fielzão”.

Além da ação pública impetrada pelo vereador Aurélio Miguel, outras três ações populares tramitam na justiça de São Paulo, uma delas com pedido de liminar para paralisar as obras, que pode ser deferida a qualquer momento.

Na 6ª Vara de Fazenda Pública temos o processo da advogada Mariana Bachcivangi contra o Município de São Paulo, Ministério Público e o Corinthians, ingressada no último dia 01 de agosto.

Há outra, do dia 21 de julho, localizada na 4ª Vara Civil, de Carlos Eduardo Nogueira contra o prefeito Gilberto Kassab, o Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, o presidente da CETESB, Otavio Okano, além, é claro, do Corinthians.

Impressiona o valor dado a esta causa, de R$ 1 bilhão.

Por fim, na 12ª Vara da Fazenda Pública, tramita a ação do advogado Luiz Henrique Brito Prescendo, de 04 de julho, no valor de R$ 470 milhões, contra o Corinthians e a Prefeitura de São Paulo.

Demonstração clara de que há cidadãos que não se calam perante o descalabro proporcionado por um Governo absolutamente submisso com a corrupção.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Prefeito deu isenção para estádio do Corinthians com base em estudo encomendado pela Odebrecht

 Andrés Sanchez e Gilberto Kassab

Ao defender a isenção de impostos para a construção do estádio do Corinthians, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, alegou (veja vídeo abaixo) que a realização de jogos do Mundial 2014 na cidade seria lucrativa, alcançando cifras da ordem de R$ 1,5 bilhão se a abertura do torneio acontecer em Itaquera. Estudo que serviu de base para essa decisão foi encomendado à consultoria Accenture pelos maiores interessados na realização da obra, a construtora Odebretch, e apresentado na câmara por um secretário municipal como algo contratado pelo próprio clube.

Apesar de Kassab ter tomado esta importante decisão, que sangrará os cofres públicos em R$ 420 milhões, também com base nesse estudo, ter acesso ao mesmo não é tão simples como deveria. O blog entrou em contato com o Secretário Adjunto de Comunicação da prefeitura, Alexandre Costa, que disse não ter informações, e indicou a São Paulo Turismo. Procurada, a SPTuris, que é presidida por Caio Luiz de Carvalho, informou por intermédio de sua assessoria não ter detalhes do estudo e sugeriu que entrássemos em contato com... a Secretaria de Comunicação da prefeitura.

Afinal, quem teria esse estudo em mãos? Algo de interesse do contribuinte não deveria ser acessível a todos? Após semanas de busca, a assessoria de Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, titular da Secretaria Especial de Articulação da Copa, nos enviou, ontem à tarde, pequeno resumo (veja abaixo) do trabalho desenvolvido pela Accenture. A consultoria foi enfática ao ser procurada pelo blog, e se limitou a dizer que "não comenta esse assunto". As solicitações de acesso ao material foram negadas, apesar da insistência, quando argumentamos, por exemplo, que "isso serviu de base para a prefeitura de São Paulo nessa tomada de decisão e deveria estar acessível a todos".

O Estudo em resumo:"Somente o turismo com o evento Copa do Mundo trará R$ 1,7 bilhões de movimentação financeira para São Paulo, aproximadamente 7 vezes mais o que a Fórmula 1 gera para a cidade.Fórmula 1 R$ 250 milhões (850 mil turistas) (140 mil público total)Fórmula Indy R$ 31 milhões (31 mil turistas) (50 mil público total)Parada do Orgulho LGBT R$ 196 milhões (400 mil turistas) (3,5 milhões público total)Novo Estádio de Itaquera com abertura da Copa de 2014 R$ 1,7 bilhão (462 mil turistas) (1 milhão público total)Fonte: São Paulo Convention & Visitors Bureau (Fórmula 1, Fórmula Indy, Orgulho LGBT; Análise Accenture (Copa do Mundo 2014)


© 2010 Accenture. Todos os direitos reservados"


O objetivo era entender como a Accenture chegou aos números acima. A consultoria não quis explicar e tampouco revelou quem a contratou, alegando defesa do sigilo. Mas procurado pelo blog, o Corinthians informou por meio de sua assessoria de imprensa que o estudo foi feito a pedido da Odebrecht. A construtora confirma. Antes, tivemos acesso ao conteúdo da Audiência Pública do dia 24 de junho de 2011, na Câmara Municipal de São Paulo. O objetivo: discutir a "PL/288/2011 – do Executivo, que dispõe sobre a concessão de incentivos fiscais para construção de estádio na zona leste do município".

Diz o texto que o Secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra, foi "convidado para esta audiência para dar todos os esclarecimentos relativos ao projeto de lei", o que está registrado logo na segunda de suas 180 páginas. Na 159, em transcrição da fala de Cintra, o secretário diz que "Foram estudos feitos por aquele que está buscando benefício, que é o Corinthians". 

Mais adiante ele acrescenta, em resposta ao vereador Dalton Silvano: "Mas o fato é que o Corinthians, que é o empreendedor projeto, que é quem está buscando o benefício se encarregue de mostrar as vantagens para nós, ele é quem nos entregou esses estudos. Um feito por um economista conhecido, Professor Fogaça, e outro feito por uma das maiores consultorias - respondendo à sua pergunta especificamente – que é Century (Nota do blog: o nome correto é Accenture), uma das maiores consultorias do mundo, uma multinacional de grande qualidade. O trabalho foi feito, são estimativas, não é matemática, não é exato, mas são projeções que colocarei a sua disposição. Mas os estudos mostram que o projeto trará enormes benefícios para a cidade de São Paulo, mais especificamente para a zona Leste".

Em contato telefônico com o blog, Marcos Cintra admitiu que o estudo feito pela Accenture foi um dos que ajudaram na tomada de decisão pela renúncia fiscal: "Houve outros além desse, da Accenture, que pedimos à Odebretch que encomendasse quando eles começaram a solicitar a inclusão como beneficiários em um programa de incentivo fiscal". O secretário acrescenta que a administração do município também se baseou índices da SP Turis sobre movimentação turística.

"São estimativas de quantas pessoas virão para cá, feitas em cima de números previstos pelo Ministério do Turismo, sendo 285 mil (estrangeiros) que passariam de alguma forma por São Paulo com a abertura da Copa na cidade. Mas em todo o ano da Copa, não apenas durante o primeiro jogo ou sua realização", esclarece Caio Carvalho. Ele estima em 45 mil a 50 mil os que irão à capital paulista no mês do Mundial de futebol, motivados pelos jogos, ou não.

Já Cintra explica que o "Fogaça" citado por ele na audiência pública é o especialista em tributos Rodrigo Fogaça, que teria projetado o impacto do estádio e aquilo que o cerca na arrecadação durante os próximos anos. Perguntado sobre por que não foi encomendado o estudo pela própria administração municipal, ao invés de pelas partes que reinvidicam a isenção de impostos, o secretário minimizou: "A Accenture é uma das maiores auditorias mundiais. Além dele temos outros estudos, o fato de a prefeitura ou a Odebretch ter encomendado esse trabalho não muda nada".

A pergunta a seguir foi: 'Mas se é tudo tão natural, o que explica a enorme dificuldade para termos acesso a esses estudos?' Marcos Cintra respondeu: "Ótima sugestão. Seria bom. Vou colocar no site da própria secretaria e sugerir ao Secretário da Copa que coloque lá, pois ele deve ser mais consultado do que nós a respeito". O que é rotulado como "sugestão" na verdade pode ser visto como obrigação, afinal, recentemente o próprio ministro do Esporte, Orlando Silva, prometeu a publicação das informações sobre todos os projetos associados à Copa e aos Jogos Olímpícos de 2016.

"A decisão de conceder os benefícios fiscais ao Itaquerão traz ônus financeiros para o município e com isso precisa ser justificada de forma plausível para que as pessoas possam concluir se foi algo razoável, ou não. Sem essa projeção fica impossível avaliar se a renúncia fiscal vale a pena, ou não", analisa Claudio Weber Abramo, da ONG Transparência Brasil. Ele acrescenta que, na prática, sempre que se busca esse tipo de benefício, é feita uma avaliação da arrecadação futura. "É sempre virtual, com números intangíveis, que envolvem empregos, etc. A justiticativa é sempre sobre o futuro. Certamente deveríamos ter acesso aos argumentos que levaram a essa decisão".

Você, contribuinte, acha razoável que goverrnantes defendam isenção fiscal para uma construção alegando que "estudos" mostram ser uma boa medida para a cidade sem colocar os mesmos à disposição da sociedade? Isso em plena Era da internet! E quanto ao fato de tal levantamento utilizado pelos governantes no amadurecimento de uma importante decisão ser encomendado por quem tem o maior interesse em obter tal benefício? É correto? É adequado? É ético?

Em tempo: o secretário Marcos Cintra prometeu nos enviar cópias dos estudos relacionados às decisões do muncípio relativas ao estádio de Itaquera e à Copa de 2014.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Fifa vai esperar pelo Itaquerão até o limite


A Fifa concordou em aumentar em dois meses o prazo dado ao Comitê Paulista para a conclusão do Itaquerão, de dezembro de 2013 para fevereiro de 2014 – quatro meses, portanto, antes da Copa do Mundo. A ‘bondade’ da entidade presidida por Joseph Blatter acaba com toda e qualquer dúvida de que o Estádio do Corinthians será mesmo palco da abertura do Mundial do Brasil. A Fifa divulgará sua decisão em outubro deste ano.

O Corinthians promete colocar até 1.600 operários trabalhando na obra do estádio em 2012. Dinheiro para isso não vai faltar. São R$ 400 milhões do BNDES e mais R$ 420 milhões em isenção fiscal, além dos aportes do governo se precisar.