quinta-feira, 15 de março de 2012

Mudança na CBF deixa jogadoras da Seleção reticentes


Por Helder Júnior para a Gazeta Esportiva

A renúncia de Ricardo Teixeira à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não empolgou nem entristeceu a maioria das jogadoras da Seleção feminina. Acostumadas às condições adversas de trabalho, as atletas não têm motivos para apostar em uma melhora significativa em seu departamento após a efetivação de José Maria Marin como novo mandatário da entidade. 

Continuará tudo igual”, avisou a zagueira Alline Calandrini, a Calan, que passou por uma cirurgia no joelho há seis meses, perdeu espaço e não tem mais esperanças de disputar as Olimpíadas de Londres. “O novo presidente mesmo falou que só daria continuidade ao trabalho do Teixeira. Não foi uma chapa diferente que assumiu. Por isso, não espero muita coisa dele. Se tiver uma atenção maior ao futebol feminino, ótimo. Mas não acredito nisso”, completou, cabisbaixa. 

A manhã da segunda-feira, contudo, era de alegria para Calan e nove de suas companheiras que haviam ficado desempregadas com a extinção do time de futebol feminino do Santos. Elas foram apresentadas como reforços do Centro Olímpico, com apoio da Prefeitura de São Paulo e até de empresas cariocas, em um projeto que pretende dar sustentação à Seleção Brasileira. 

Um das estrelas da nova equipe do Centro Olímpico, a atacante Érika tentou ser comedida quando subiu no palco e falou publicamente sobre a troca de comando na CBF. “Tenho que agradecer ao Ricardo Teixeira pelo que proporcionou ao futebol feminino enquanto esteve ali”, disse, de maneira protocolar. “Agora é acreditar. Não cabe a mim nem a nenhuma jogadora dizer se a saída dele foi boa ou não. É difícil falar, pois a gente só espera a ajuda dos dirigentes, sem poder fazer muita coisa.” 

Não demorou muito, contudo, para Érika também deixar transparecer a sua dúvida em relação às melhorias na Seleção Brasileira feminina. “A gente vai precisar ter um pouco mais de contato com o novo presidente. Se ele der oportunidade, poderemos usufruir da estrutura de uma maneira boa. Por que não? Agora, se ele não gostar de futebol feminino, será complicado”, afirmou, com uma expressão de quem já está habituada à hipótese pessimista. 

Com outras preocupações no momento, José Maria Marin ainda é desconhecido das atletas da Seleção. Ex-jogador do São Paulo, o dirigente de 79 anos também já foi governador do Estado por cerca de um ano, quando Paulo Maluf pediu licença para se candidatar a deputado federal, em 1982. Mais recentemente, ficou conhecido por embolsar a medalha que seria destinada ao goleiro Matheus Caldeira, do Corinthians, durante a festa de premiação aos últimos campeões da Copa São Paulo – uma cortesia da Federação Paulista de Futebol (FPF), segundo ele. 

Queremos conhecer esse novo presidente. Nunca tinha ouvido falar dele antes. Espero que nos ajude da melhor forma possível. Ficamos na expectativa”, disse a lateral Maurine, timidamente. “De todas as formas, é uma nova pessoa ali dentro da CBF. Vamos tentar acreditar que as coisas boas acontecerão”, acrescentou Érika. 

As jogadoras têm seus motivos para questionar os rumos da Seleção Brasileira feminina. Não era incomum elas cederem espaço na Granja Comary até para as categorias de base dos times masculino. Os atrasos nos pagamentos de premiações também incomodaram algumas delas. As campeãs sul-americanas de novembro de 2010, por exemplo, só receberam os quase R$ 4 mil por esse título em junho de 2011, na véspera da convocação para o Mundial. 

Com a extinção do Santos e de outras equipes femininas, a preparação das atletas em ano olímpico também foi prejudicada. “Sem dúvida. A indefinição é horrível. A gente acaba treinando só na Seleção, sem ter nem outros times para enfrentar”, lastimou Érika, feliz, porém, com o fato de ter passado a contar com modernos testes físicos e clínicos oferecidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). “Com isso, eles sabem exatamente o que as atletas podem doar, o que comer, como não se cansar. Estamos melhorando”, sorriu Maurine.

Centro Olímpico apresenta reforços de peso

O Centro Olímpico está reforçando sua equipe profissional de futebol feminino com grandes jogadoras. A iniciativa busca deixar o time ainda mais competitivo para a disputa dos principais campeonatos da modalidade em 2012, além de reafirmar o incentivo e o apoio à continuidade da profissionalização e ao fortalecimento da modalidade na capital paulista. 

Focada em também contribuir rumo à primeira medalha de ouro da equipe feminina de futebol nos Jogos Olímpicos e ciente das dificuldades que a modalidade enfrentou no final do ano passado com o término do time do Santos, o Centro Olímpico também mobilizou diversos parceiros para amparar as principais atletas que ficaram sem clube. Segundo o secretário municipal de Esportes de São Paulo, Bebetto Haddad, a pasta buscou apoio de empresas privadas para formar um plantel competitivo e, principalmente, manter as jogadoras em atividade para representar o país. "Agradeço as empresas que estão nos ajudando a reconstruir o futebol feminino, nós acreditamos no talento da mulher brasileira. Esse time é a base da Seleção Brasileira que estará nas Olimpíadas de Londres. Acredito que com o apoio e a estrutura do Centro Olímpico elas serão campeãs", disse Haddad. 

Érika, Maurine, Calan, Gabi, Raquel, Janaína, Kelly, Chú, Paula e Karen vieram da equipe da Baixada Santista; Jucinara defendia o Internacional de Porto Alegre; Andréia Rosa jogava no Ferroviária; e Mayara que atuava pelo Foz Cataratas do Paraná são as contratações feitas para somar com jogadoras que já atuavam pelo Centro Olímpico como é o caso da atacante Debinha, também presente nas últimas convocações do técnico Jorge Barcellos. 

Érika fez questão de agradecer o apoio à modalidade: "Agradeço ao secretário Bebetto Haddad, aos patrocinadores e ao técnico Arthur Elias. O futebol feminino carece muito deste incentivo". Em relação a Londres a jogadora também está bastante otimista. "A expectativa são as melhores. Sou brasileira e acredito no potencial do nosso país", concluiu a capitã da equipe. 

As 27 jogadoras que formam o novo elenco terão à disposição toda estrutura oferecida pelo Centro Olímpico. Além de salário, as atletas terão acesso ao Centro de Excelência em Medicina do Esporte, Laboratório de Fisiologia do Exercício e academia de musculação.

Sub-17 Feminina vence Venezuela

Foto: Rafael Ribeiro
A Seleção Brasileira Feminina Sub-17 continua invicta no Sul-Americano da categoria, que acontece na Bolívia. Na terça-feira (13), o Brasil venceu a Venezuela por 3 a 0, com gols de Maxinny marcou um e Gabi, dois.

As venezuelanas não podiam perder, já que esta era sua terceira partida da competição e, já com uma derrota, um novo revés significaria o adeus ao torneio. Com a necessidade da vitória, elas foram para cima e o jogo ficou mais complicado para o Brasil.

Mesmo com a dificuldade, o Brasil abriu o marcador no primeiro tempo com Gabi. Na segunda etapa, Maxinny ampliou para a Seleção e, no final da partida, Gabi fechou o placar. Brasil 3 a 0.

A Colômbia lidera o Grupo B com 9 pontos em três jogos. Depois vem o Brasil, com 6 pontos em duas partidas. Em terceiro lugar está a Venezuela: 3 pontos em três jogos. Chile e Paraguai ainda não marcaram pontos, pois perderam as duas partidas que disputaram.

Nesta segunda-feira, dia 14 de março, as jogadoras que atuaram na vitória contra a Venezuela descansarão, enquanto as demais realizarão um trabalho físico e tático à tarde.

O próximo jogo da Seleção na competição será na quinta-feira, dia 16, contra a Colômbia, às 19 horas (20 horas de Brasília).

terça-feira, 13 de março de 2012

Dez razões para acreditar no Palmeiras 2012

(e cinco para desconfiar)

Por Paulo Vinícius Coelho


O ano palmeirense tinha tantas razões para descrença que a coluna deste comentarista, no jornal O Estado de S. Paulo, trazia um título cruel, no dia 1 de janeiro: Feliz 2013, Palmeiras. Hoje, a situação não parece tão trágica e há mais motivos para pensar assim do que a vitória por 6 x 2 sobre o Botafogo.

É fato que os times do interior não servem de parâmetro, especialmente porque registram uma mísera vitória sobre os grandes nas 13 primeiras rodadas do Paulistão. Mas o futebol do Palmeiras anda convincente, com repértório de jogadas, um lateral-esquerdo que dá confiança, um centroavante que faz gols, o melhor ataque do Estadual e uma goleada por 6 x 2 pela primeira vez em seis anos.

Você pode começar a acreditar.

Ou continuar desconfiando até descobrir o que o primeiro semestre trará.
Abaixo, você pode escolher. Dez razões para acreditar, ou cinco para seguir sua desconfiança:

10 RAZÕES PARA ACREDITAR NO PALMEIRAS 2012

1. FAMÍLIA SCOLARI - Marcos Assunção afirmou depois da vitória em Ribeirão Preto que agora, sim, existe uma família no vestiário do Palmeiras. Felipão recuperou a confiança do grupo e o ambiente é muito melhor do que em 2011. Ano passado, além da falta de um elenco respeitável, havia guerra no vestiário e Felipão, sem apoio, não controlava o grupo. A chegada do gerente de futebol, César Sampaio ajudou. Ele começou a trabalhar no dia 7 de novembro. O Palmeiras não perde desde 6 de novembro.

2. O MELHOR ATAQUE - Há tempos, o Palmeiras não tinha um ataque tão competitivo. São 30 gols, o melhor desempenho desde que Felipão voltou ao Brasil e ataque mais positivo do Campeonato Paulista.

3. REPERTÓRIO AMPLO - No início do Paulistão, 47% dos gols saíam dos pés de Marcos Assunção. A participação do volante segue expressiva, mas a dependência diminuiu. Dos 30 gols, 20 não passaram pelo volante, ou dois terços.

4. JOGADAS ENSAIADAS - Dos 10 gols dos pés de Marcos Assunção, sete foram passes, cinco de bola parada. O Palmeiras marcou 13 gols de bola parada, incluindo faltas diretas e pênaltis. As jogadas ensaiadas agora também saem dos pés de Maykon Leite (cobrança contra o Linense) e Daniel Carvalho (cruzamento para gol em Ribeirão Preto).

5. LATERAL-ESQUERDO - Depois de Júnior, o único lateral-esquerdo que agradou a torcida -- e por pouco tempo -- foi Lúcio, durante a Série B. Desde que Juninho chegou, as críticas ao lado esquerdo da defesa desapareceram. O lateral Bola de Prata tomou conta da posição.

6. ALTERNATIVAS - O mesmo não se pode dizer de Cicinho. Ele dá mais opção de jogo ofensivo pela direita do que Artur, mas erra muito ao chegar à linha de fundo. Qual a solução? Ora joga Cicinho, ora Artur. Opção inclusive para mudar o estilo do adversário.

7. INVENCIBILIDADE - A qualidade dos adversários pode ser relativizada, mas time que não perde merece atenção. O Palmerias tem sua maior série invicta desde os 23 jogos de 1998. Já 19 partidas, com 11 vitórias e 8 empates, incluindo a vitória sobre o Ajax, em amistoso. A lista de partidas sem derrota inclui quatro clássicos, vitórias sobre São Paulo, no Brasileirão, e Santos, no Estadual, empates contra Corinthians, no Brasileirão, e São Paulo, no Estadual. 

8. RECUPERAÇÃO DE JOGADORES - O zagueiro Henrique sempre foi querido pela torcida e é o único titular campeão pelo Palmeiras -- fez parte da campanha de 2008. Mas jogou muito mal no retorno da Europa, em 2011. Este ano, voltou a ser um zagueiro confiável.

9. VALDIVIA É SÓ OPÇÃO - Neste ano, Valdivia só jogou bem uma partida, contra o Bragantino na estreia. Ficou fora por seis rodadas e voltou como opção. Ele pode jogar ou ficar no banco e o mesmo vale para Daniel Carvalho. O Palmeiras não depende do chileno.

10. MAYKON LEITE - Para boa parte da torcida, a presença de Maykon Leite é positiva por dois aspectos. Ele joga, Luan, machucado, não atua. Por injusto que seja com Luan, artilheiro do time no ano passado, Maykon Leite tem feito o trabalho tático. Ataca melhor do que Luan e volta marcando quase tanto quanto o antigo titular.

E CINCO MOTIVOS PARA DESCONFIAR

1. MATA-MATA DE UM JOGO SÓ - Ano passado, o Palmeiras fechou a fase de classificação do Paulista em segundo lugar, passou pelo Mirassol e jogou melhor do que o Corinthians na semifinal. Mas não venceu e foi eliminado nos pênaltis. A classfiicação pode ruir em um jogo só, nas semfiinais. O regulamento joga contra.

2. AINDA FALTAM RESERVAS - Tudo está bem com Barcos e Juninho. Mas e se na reta de chegada for preciso escalar um reserva? Fernandão e Ricardo Bueno, no ataque, Gerley, na lateral esquerda, ainda não merecem confiança da torcida.

3. O LADO DIREITO - Wesley deve jogar pelo Palmeiras nas finais do Campeonato, mas o pagamento ainda precisa ser feito nas duas próximas semanas. Enquanto ele não chega, João Vítor dá conta do recado, mas não dá a qualidade de jogo que Felipão deseja.

4.  MELHOR ATAQUE - A última vez que o Palmeiras fechou a primeira fase com o melhor ataque e campanha empolgante foi em 2009. Era o time de Vanderlei Luxemburgo e Keirrison. Nas semifinais, duas derrotas para o Santos acabaram com a festa alviverde.

5. FELIPÃO E OS ESTADUAIS - Felipão nunca foi campeão paulista. Em 1999, ano do título da Libertadores do Palmeiras, perdeu a decisão para o Corinthians, jogando a primeira partida das finais com time reserva. O técnico não conquista uma taça estadual desde 1996, ano em que foi bicampeão gaúcho pelo Grêmio. Talvez essa seja boa notícia. Além do Paulistão e melhor do que ele, Felipão quer ganhar a Copa do Brasil.

Flamengo perde para o Caucaia e se complica na Copa do BR

Em jogo válido pela Copa do Brasil de futebol feminino, o Esporte Clube Flamengo foi derrotado pela equipe cearense do Caucaia e viu sua situação se complicar na competição nacional. O jogo disputado na noite de ontem (10), no estádio Albertão, terminou com o placar de 2x1 para o time visitante. 

O time do Caucaia abriu o placar logo no inicio do jogo, aos três minutos, com a atacante Edilene. O time cearense ampliou a vantagem ainda no primeiro, aos 22 minutos, com a meia Sonaly. O gol de honra do representante piauiense foi marcado pela meia Cris (de pênalti), aos 26 minutos da etapa final. 

As duas equipes voltam a campo na próxima sexta-feira (16), às 20h, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE). O time da casa joga pelo empate para garantir a classificação à próxima fase. 

Já o Flamengo precisa vencer por 2x0 para seguir na Copa do Brasil. Caso o time piauiense vença pelo mesmo placar do jogo do Albertão, a classificação será decidida nas cobranças de pênalti. Se o time rubro-negro vencer por placares acima de 3x2 a vaga fica com o time piauiense.

Foz Cataratas aplica goleada recorde no Campo Grande

Com uma goleada histórica de 13 a 1 sobre o Campo Grande (MS), fora de casa, o Foz Cataratas venceu na tarde deste sábado (10) o jogo de estreia na Copa do Brasil de Futebol Feminino. A vitória com folga eliminou o jogo de volta, que seria em casa na próxima semana, e garantiu a classificação para a segunda fase da competição. Atual bicampeão, o time da fronteira enfrentará o vencedor do duelo entre Flores da Cunha (RS) e Francana (SP). 

O entrosamento e as boas jogadas levaram o Foz Cataratas a abrir o placar já aos sete minutos de partida com a finalização de Bia. Giovana, estreando na equipe da fronteira, fez o segundo. Adriane Nenê, aos 39 minutos, Renata Costa (41') – ambas recentemente convocadas para a Seleção Brasileira – e Tayla (45') fecharam o primeiro tempo. Bem melhor em campo, o Foz perdeu outras cinco boas chances de ampliar o resultado. 

Na segunda etapa, as iguaçuenses voltaram ainda mais ofensivas. Pressionando as sul-mato-grossenses, as jogadoras da fronteira ampliaram aos cinco minutos, com a artilheira Daiane Moretti. Bia fez o sétimo e Thaisa o oitavo. Pelo Mato Grosso, Elaine descontou. No contra-ataque, Thaisa marcou o segundo na partida. Em três minutos, outro gol de Daiane Moretti e dois de Nenê, que ainda garantiu mais um – o quarto dela no jogo - aos 40 minutos, de pênalti. 

Treinamos bastante e conseguimos um bom resultado já no primeiro jogo. Agora é aproveitar esta semana a mais que conseguimos e trabalhar”, comentou Bia. 

“O resultado é consequência do trabalho que estas meninas desenvolvem com muita tranqüilidade no dia a dia dos nossos treinos. Fizemos a primeira lição e isso garantiu um tempo importante na nossa busca pelo título desse ano”, destacou o técnico Gezi Damaceno.

Vasco vence Ascoop na estreia da Copa do Brasil

No começo parecia que seria um jogo equilibrado. Mas o que se viu foi somente um time em campo. O Vasco da Gama, em sua versão no futebol feminino, não tomou conhecimento do time da ASCOOP (DF) e aplicou uma senhora goleada por 6x0 na casa do adversário. Com este resultado, a equipe candanga se despede da competição nacional sem ao menos jogar a partida de volta no Rio de Janeiro. 

O jogo 

O jogo começou com as duas equipes se estudando. A ASCOOP tentava chegar, mas não levava perigo ao gol vascaíno. O mesmo acontecia no lado carioca, com as jogadoras tentando mas não conseguindo chegar no gol brasiliense. 

Tudo mudou aos 25 minutos, quando Bárbara cobrou falta, a bola desviou na zaga e enganou a goleira Maria Luiza. Mesmo com o placar aberto, o jogo seguia sem grandes emoções, e sonolento em alguns momentos. Aos 40, Michele aproveitou a sobra da zaga brasiliense e chutou sem chances. O Vasco terminava o primeiro tempo com 2 a 0 no placar. 

Se o primeiro tempo começou com certo equílibrio, o segundo foi totalmente do Vasco. A ASCOOP chegou apenas uma vez em cobrança de falta, que a goleira vascaína Vanessa fez linda defesa. Aos 25, a lateral Michele pegou o rebote da goleira Maria Luiza e ampliou o placar. 

Seis minutos depois, novamente Bárbara recebeu livre na pequena área e tocou para o gol vazio. A partir daí, foi só alegria para as cariocas. Aos 33, a atacante Daniele chutou, a goleira brasiliense defendeu, mas no rebote Daniele marcou novamente. Com 43, Melissa recebeu cruzamento e marcou de cabeça. 6 a 0 no marcador, a ASCOOP eliminada e Vasco classificado sem precisar jogar a partida de volta. 

No fim do jogo, a meia-atacante Bárbara foi humilde quando perguntada sobre o placar: "Não foi tão fácil assim. Treinamos bastante, respeitamos as nossas adversárias. A Copa do Brasil possui equipes fortes, e apesar do placar, o jogo foi o resultado do nosso trabalho". 

A meia-atacante Maicon também não esperava tamanha facilidade: "Não esperávamos 6x0, mas viemos para eliminar o jogo de volta. Trabalhamos desde o começo de janeiro para este jogo e acho que nenhum time trabalhou mais do que nós. E esse foi o resultado do nosso trabalho.

O técnico Singo Santos lamentou o resultado: "Não esperávamos esse resultado. Até os 15 minutos, jogamos de igual pra igual, e depois do gol de falta, desandou a equipe, e a tendência foi o Vasco ganhar espaço". E lembra que o time da ASCOOP segue trabalhando: "Em maio começa o campeonato brasiliense e vamos em busca da vaga para a Copa do Brasil do ano que vem. Nosso foco é chegar no brasiliense e conquistar essa vaga novamente." 

A ASCOOP agora se prepara para o campeonato brasiliense de futebol feminino. Já o Vasco espera o vencedor do confronto entre Serra/MT x Iguaçu/MG para saber quem será seu próximo adversário na Copa do Brasil de Futebol Feminino.